A coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas felicitou hoje Cabo Verde pela adoção da primeira estratégia nacional anticorrupção, ressaltando o compromisso contínuo do país com a integridade pública, transparência e boa governação.
Patrícia Portela de Sousa falava durante o fórum de lançamento da primeira estratégia nacional de prevenção e combate à corrupção 2026-2029, um documento que visa fortalecer o Sistema Nacional de Integridade, proteger o país contra os riscos e desafios atuais e futuros.
Na ocasião, a responsável saudou as instituições envolvidas, como o Tribunal de Contas, o Conselho de Prevenção da Corrupção e o Ministério da Justiça, frisando que a corrupção constitui um desafio global que afecta o desenvolvimento económico, social e ambiental dos países e compromete a confiança nas instituições.
“A adoção de um instrumento estratégico e importante dessa natureza demonstra o compromisso contínuo de Cabo Verde com o fortalecimento da integridade pública, da transparência e da boa governação”, sustentou.
Segundo Patrícia Portela de Sousa a prevenção e o combate à corrupção são essenciais para sociedades justas, inclusivas e resilientes, alinhando-se com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
“Sabemos que a corrupção também, infelizmente, deriva recursos que são essenciais para o desenvolvimento sustentável, para o desenvolvimento econômico, social e ambiental dos países, ou seja, para as pessoas”, lamentou, lembrando que a prevenção e o combate à corrupção são hoje reconhecidos como elementos centrais para sociedades justas, inclusivas, resilientes.
A responsável realçou que o desenvolvimento sustentável depende de instituições fortes e transparentes e reafirmou o compromisso das Nações Unidas em apoiar a implementação da estratégia e promover políticas públicas que reforcem a transparência, integridade e boa governação.
A estratégia nacional de prevenção e combate à corrupção 2026-2029 baseia-se em oito linhas estratégicas, entre as quais, a reforma do Conselho de Prevenção da Corrupção e o lançamento do Portal Nacional de Transparência.
Prevê, também, a criação de uma comissão interinstitucional, planos de prevenção de riscos, reforço de códigos de ética e conduta, capacitação contínua em integridade e ações de educação preventiva para promover valores éticos e pensamento crítico.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver