O líder parlamentar do PAICV Clóvis Silva, criticou, durante a sessão solene comemorativa do Dia da Liberdade e da Democracia, a forma como o governo tem conduzido prioridades no país, apontando exemplos das cheias em Santo Antão, São Vicente, São Nicolau e Santiago Norte, e a falta de água e abastecimento em Brava. Segundo Silva, estas situações evidenciam uma desconexão entre a retórica democrática do governo e os problemas reais enfrentados pela população.
Clóvis Silva destacou que a verdadeira democracia não se limita a eleições ou monumentos, mas se mede pela capacidade de proteger a oposição, garantir a independência das instituições e ouvir vozes divergentes.
O parlamentar criticou o uso de recursos públicos em projetos de grande visibilidade, como festivais e monumentos, enquanto problemas essenciais, como transporte e bens essenciais, permanecem sem solução.
O dirigente sublinhou que a democracia implica partilha de poder, respeito pelas minorias, alternância governativa e valorização da participação cidadã.
“Democrata é quem protege o sagrado direito da oposição, garante voz a todos e rejeita o uso da verba do Estado como instrumento de permanência no poder”, afirmou Silva.
Clóvis Silva apelou a uma reflexão sobre a prática democrática no dia a dia político, lembrando que a democracia não se constrói apenas com símbolos ou datas comemorativas, mas com a inclusão e proteção de todos os cidadãos.
Para ele, é vital que o poder transitório seja usado com humildade e em benefício da população.
O líder parlamentar concluiu lembrando que o 13 de janeiro de 1991 continua a ser um marco histórico da liberdade e democracia em Cabo Verde.
Apesar da celebração simbólica, alertou para a necessidade de unir conquistas históricas à resolução dos problemas sociais, económicos e institucionais que ainda afetam o país, garantindo que a democracia seja forte, inclusiva e sustentável.
Redação Tiver