PLANO NACIONAL SOBRE USO DE DISPERSANTES VAI AJUDAR NUMA ECONOMIA RESILIENTE  

O ministro do Mar, Jorge Santos, assegurou hoje, no Mindelo, que o plano nacional sobre o uso de dispersantes em casos de contaminação por hidrocarbonetos vai ajudar Cabo Verde a ter uma economia mais resiliente.

O governante teceu as considerações à imprensa ao presidir a abertura do workshop para elaboração do regulamento nacional sobre o uso de dispersantes em situações de poluição com hidrocarbonetos (petróleo e derivados).

Jorge Santos ressaltou a importância do documento com a quantidade de embarcações que passam pelas águas nacionais implicando que o país fique precavido e reforce a contingência e resiliência em casos de acidentes.

E é neste sentido, que o evento que conta com representantes da África, vai ajudar a discutir a questão, segundo a mesma fonte.

“Vivemos um momento difícil, é um momento que apela à resiliência das economias, e ter economias resilientes é ter um sistema de governança, de segurança, é termos soluções para não sermos apanhados por surpresas”, justificou o ministro do Mar.

A seu ver, não é quando acontece um acidente que se deve pensar no que fazer, mas sim, ressaltou, importa a capacidade de dar respostas a essas questões, ainda mais com as situações de conflitos no Golfo Pérsico, no Médio Oriente.

Como promotor do workshop, o presidente do Instituto Marítimo e Portuário (IMP), Seidy Santos, reafirmou a importância da iniciativa.

“É muito importante porque vai trazer esta temática novamente à baila a nível nacional, que é a questão da prevenção da poluição marítima, poluição por hidrocarbonetos e outras substâncias nocivas, e também a preparação para a resposta que se deve dar em casos de derrames com estas substâncias”, evidenciou Seidy Santos.

O workshop, que reúne técnicos e especialistas de diversos quadrantes, nacionais e internacionais, pretende actualizar o plano nacional sobre o uso de dispersantes, aprovado desde 2015.

O processo regulatório tem o apoio técnico especializado da Organização Marítima Internacional (IMO).

É igualmente realizado em parceria com a Associação Global da Indústria de Petróleo e Gás para o Desempenho Ambiental e Social (IPIECA), enquadrado no projecto Iniciativa Global para a África Ocidental, Central e Austral (GI WACAF).

O uso de dispersantes químicos é uma técnica de resposta a derramamentos de hidrocarbonetos (petróleo e derivados) no mar, projectada para reduzir a tensão superficial do óleo e fragmentar a mancha em gotículas microscópicas.

Essas gotículas dispersam-se na coluna de água, facilitando a degradação natural por microrganismos e impedindo que o óleo atinja áreas costeiras sensíveis.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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