A Polícia Nacional (PN) vai ser reforçada com 201 novos agentes da segunda classe, distribuídos por todas as ilhas e especialidades, com maior concentração na área de segurança e ordem pública, anunciou hoje o ministro da Administração Interna.
Paulo Rocha, que falava à imprensa no encerramento do XIV curso de formação inicial de agentes, sublinhou que este ingresso visa colmatar o défice de pessoal na corporação e garantir o rejuvenescimento do efectivo, trazendo “energia jovem” para a instituição.
Dos 201 novos agentes, 59 são mulheres e 142 homens, um número que o ministro classificou como um “recorde” de participação feminina na formação inicial. Com este reforço, o efectivo feminino da Polícia Nacional passa a representar cerca de 21% do total da corporação.
“Há uma meta traçada para se alcançar o pleno no quadro do pessoal, porque o país cresce, o turismo cresce, a economia se desenvolve e é preciso termos, também, a garantia da tranquilidade em todas as ilhas”, realçou.
O ministro lembrou também que as atribuições da Polícia Nacional são amplas e vão além da segurança pública, abrangendo igualmente áreas como a protecção civil e outras missões de interesse público.
Neste sentido, defendeu a necessidade de garantir um número adequado de efectivos para assegurar o funcionamento eficiente da instituição, responder às exigências do país sendo que a formação contínua e o ingresso de jovens agentes são fundamentais para manter a capacidade operacional da corporação.
Assegurou que a distribuição dos novos efectivos será feita em todas as ilhas do arquipélago, mas explicou que a colocação final dos agentes será definida pela Direção Nacional da Polícia, tendo em conta as necessidades de cada unidade.
“A ordem pública absorve normalmente a maior parte do contingente”, indicou o governante, que acrescentou que além da ordem pública, os novos agentes irão reforçar também outras especialidades, como as unidades especiais, a Guarda Fiscal, o controlo de fronteiras e a Polícia Marítima.
O ministro considerou também que o aumento da presença feminina é um factor importante para o “equilíbrio institucional”, referindo que a corporação tem vindo a criar melhores condições logísticas para acolher as mulheres nas diferentes unidades.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver