RETROSPECTIVA EDUCAÇÃO 2025: ANO LECTIVO EVIDENCIA TENSÕES E REFORMAS NO SECTOR

O sector da educação viveu em 2025, um dos períodos mais contestados dos últimos anos, marcado por reivindicações relacionadas com a carreira docente e a implementação do Plano de Cargos, Funções e Remunerações. Professores reivindicaram melhores condições salariais e clareza no enquadramento da carreira.

Apesar das reformas anunciadas, 2025 evidenciou fragilidades persistentes no sistema educativo, sobretudo ao nível da gestão da carreira docente. Para o representante do sindicato, Jorge Cardoso, a educação continua enfrentando sérios problemas. Ele reforça que há professores que começaram a trabalhar desde setembro e até o momento não receberam seus salários.

Sobre a falta de professores manuais no mercado, o representante do sindicato referiu que, sempre que tomam conhecimento da situação, procuram junto do ministério encontrar soluções.

Sobre os subsídios relacionados aos planos de carga horária, o sindicalista afirmou que o ministério informou que os professores já receberam. No entanto, referiu que o próprio ministrio declarou, em comunicações, Assembleia que as pendências foram pagas.

O diploma que aprova o PCFR do pessoal docente foi aprovado pelo Parlamento a 24 de Janeiro de 2025, após várias discussões entre o Governo, sindicato e partidos políticos.

Este instrumento, determina o aumento da base salarial de 78.000$00 para 91.000$00 para os docentes licenciados e de 24.000$00 para 55.000$00 para os não licenciados, 73.000$00 para os educadores de infância com licenciatura e 37.000$00 para os educadores de infância sem licenciatura.

A aprovação do manual do 10.º ano de Língua e Cultura Cabo-verdiana gerou polémica no sector educativo, após críticas do poeta José Luiz Tavares, que apresentou queixa-crime junto da PGR, considerando o conteúdo um atentado linguístico. Em resposta, o Ministério da Educação esclareceu que o manual tinha carácter experimental e decidiu suspendê-lo, alegando abertura ao diálogo e a procura de soluções consensuais para que a educação seja um factor de união.

Apesar destas dificuldades, o envolvimento ativo dos professores, sindicatos e do Ministério da Educação demonstra um compromisso contínuo com a melhoria do sistema educativo do país.

Redação Tiver 

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