Vinte técnicos e monitores dos centros de acolhimento de crianças e adolescentes na Praia iniciaram hoje uma formação em matéria de prevenção do uso do álcool e outras drogas, visando prevenir este mal no seio das crianças.
Esta formação é realizada pela Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas (CCAD), no âmbito do seu plano anual de actividades, dando atenção à questão da prevenção do consumo de substâncias na infância e adolescência.
Assim, durante quatro dias estes responsáveis que trabalham com crianças em situação de risco dos centros de acolhimento do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), das Aldeias SOS, da Fundação Infância Feliz (FIF) e do Centro Socioeducativo Orlando Pantera, vão estar munidos de ferramentas para reforçar a prevenção do uso do álcool e outras drogas no seio das crianças, adolescentes e suas famílias.
Segundo a psicóloga e secretária executiva da CCAD, Raquel Lopes, esta acção de formação se justifica na medida em que a nível mundial, jovens, crianças e adolescentes começam a consumir cada vez mais cedo, e em Cabo Verde, estudos de 2013, não actualizados, indicarem também que as crianças começaram a consumir a partir dos 12 anos.
“Pelo que queremos dar muita atenção na questão da prevenção do consumo de substâncias em crianças e adolescentes. A Comissão de Coordenação do Álcool e Outras Drogas, tem a missão de promover, coordenar acções ligadas à prevenção, ao tratamento e à reinserção social, pelo que estamos a tentar cumprir na íntegra a nossa missão de prevenir que as nossas crianças e adolescentes venham a consumir substâncias e entrar na dependência”, explicou.
Por isso, a formação direccionada aos monitores e técnicos dos centros de acolhimento infantil tem como propósito dar subsídios e ferramentas para poderem saber como lidar com crianças que já experimentaram o consumo, ou tiveram algum contacto com substâncias.
Pretendendo-se alcançar um maior número possível de monitores um outro grupo vai também receber esta formação, dias 27 e 28, devendo-se estender a outros conselhos, municípios ou ilhas, e assim se construir uma rede no sentido de trabalhar juntos na questão da prevenção do uso e consumo do álcool e outras drogas na infância e adolescência.
Raquel Lopes conta que a formação vai permitir trabalhar “módulos importantíssimos”, como a prevenção das novas drogas sintéticas, o papel dos centros de acolhimento na prevenção e no apoio às famílias, como é que os monitores podem ajudar as crianças a desenvolver competências pessoais e sociais na tomada de decisão, quando confrontadas com situações de consumo, entre outros aspectos.
“Apelamos à população, também às escolas, a colaborem connosco nesta acção, e todos juntos possamos fazer o nosso papel no sentido da prevenção do uso do álcool e outras drogas na infância”, finalizou.
Fonte: Inforpress // Ad: Redação Tiver