A infeciologista Miriam Canuto afirmou hoje que o principal desafio na luta contra a tuberculose em Cabo Verde é o diagnóstico precoce e a desistência do tratamento da doença, avançando que muitos doentes iniciam, mas não concluem o tratamento. Miriam Canuto fez estas afirmações no âmbito do Dia Internacional da Tuberculose, que se assinala nesta segunda-feira, 24, sob o lema “Sim! Podemos Acabar com a Tuberculose: Compromisso, Investimento, Resultados”.
A especialista referiu que os doentes que desistem do tratamento recomendado, que deve durar até seis meses, e que não fazem o uso adequado dos medicamentos, são na sua maioria consumidores de álcool e outras drogas. Para combater esta doença, alertou para a importância de um diagnóstico precoce para evitar complicações e mortes.
Neste sentido, aconselhou as pessoas que apresentem tosse persistente por mais de duas semanas (ou seja, 14 dias), especialmente as populações de risco, como pessoas vivendo com VIH, população privada de liberdade, em situação de rua, alcoólatras, e o público em geral, a procurarem uma unidade de saúde.
A infeciologista deixou ainda uma mensagem aos diagnosticados com esta infeção, pedindo-lhes que continuem a seguir o tratamento de forma adequada, sublinhando que é um compromisso tanto com a própria saúde como com a população em geral.
Por sua vez, a coordenadora do Programa Nacional de Luta contra a Tuberculose, Marta Freire, assegurou que em Cabo Verde o número de casos e óbitos tende a diminuir, o que constitui um “grande ganho” para o país.
Desde 2015, Cabo Verde tem registado uma diminuição constante da incidência de tuberculose, passando de 45/100.000 habitantes em 2015 para 35/100.000 habitantes em 2020, o que representa uma redução de cerca de 23%.
De realçar que em 2024, foram registados 150 casos, com maior incidência nas ilhas de São Vicente e Santiago, especialmente na cidade da Praia.
Fonte: Expresso das Ilhas//Ad: Redação Tiver