A terceira fase do projecto “Cidade Segura” vai beneficiar Porto Novo e Paul (Santo Antão) e Santa Catarina e Tarrafal (Santiago Norte), reforçando a videovigilância urbana, anunciou hoje o ministro da administração interna.
Segundo Paulo Rocha, o processo de expansão encontra-se actualmente em fase de concurso internacional para a selecção da empresa responsável pela execução desta nova etapa, devendo o resultado ser conhecido no início do mês de Abril.
A terceira fase do projecto deverá abranger os municípios do Porto Novo e Paul, na ilha de Santo Antão, bem como Santa Catarina e Tarrafal, na ilha de Santiago, reforçando a cobertura do sistema de videovigilância em zonas consideradas estratégicas, numa lógica de alargamento progressivo da rede de vigilância a nível nacional.
O ministro sublinhou que o projecto “Cidade Segura” tem vindo a revelar-se determinante no apoio ao trabalho policial, sobretudo na prevenção e investigação criminal, contribuindo para uma resposta mais rápida e eficaz das autoridades.
“A videovigilância tem sido uma ferramenta essencial, não só para dissuadir a prática de crimes, mas também para apoiar a recolha de provas e a actuação das forças de segurança”, afirmou.
Além do reforço operacional, o governante ressaltou ainda o papel das novas tecnologias, nomeadamente, da inteligência artificial, que começam a ser integradas no sistema, permitindo uma análise mais eficiente de dados e uma melhor gestão da segurança urbana.
A implementação do projecto tem também servido de base para a realização de debates técnicos e jurídicos entre as forças de segurança e os magistrados, com vista ao aperfeiçoamento dos procedimentos e à adaptação às novas realidades tecnológicas.
No entender das autoridades, o “Cidade Segura” constitui um instrumento fundamental para modernizar o sistema de segurança interna, ao mesmo tempo que reforça a cooperação entre a Polícia Nacional e o sistema judicial.
A par do investimento tecnológico, o Governo tem vindo a apostar no reforço da presença policial no terreno, numa estratégia que combina vigilância electrónica com patrulhamento de proximidade, visando melhorar, não só, os indicadores de criminalidade, mas também a percepção de segurança por parte da população.
As autoridades reconhecem, no entanto, que persistem desafios, sobretudo, ao nível da percepção pública, defendendo a necessidade de continuar a investir na comunicação institucional para garantir que os resultados alcançados sejam devidamente compreendidos pelos cidadãos.
Com a expansão do projecto “Cidade Segura”, o executivo pretende consolidar um modelo integrado de segurança, adaptado às exigências actuais e capaz de responder de forma mais eficaz aos desafios da criminalidade urbana.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver