Pelo menos 37 mineiros que supostamente trabalhavam de forma irregular morreram num centro de detenção no estado do Níger, no centro-oeste da Nigéria, disseram as autoridades acrescentando que foi iniciada uma investigação sobre o caso.
“Esta manhã [de quinta-feira], acordámos com a notícia de que 37 pessoas morreram sob custódia da defesa civil aqui em Minna”, capital do estado do Níger, afirmou o governador local, Mohammed Umaru Bago, numa conferência de imprensa transmitida hoje pelos meios de comunicação locais.
Os trabalhadores tinham sido detidos durante uma operação levada a cabo pelo Corpo de Segurança e Defesa Civil da Nigéria (NSCDC, na sigla em inglês), uma agência paramilitar federal nigeriana encarregada de proteger infraestruturas nacionais, vidas e bens.
As detenções ocorreram nos dias 15 e 16 de setembro, no âmbito dos esforços para conter as atividades de mineração ilegal no estado do Níger.
O comandante estadual do NSCDC no Níger foram suspensos de funções enquanto os factos são esclarecidos, informou o governador, que decretou três dias de luto no estado pela tragédia.
A agência paramilitar indicou que “as informações que atribuem as mortes a alguma doença específica aguardam ainda confirmação médica e laboratorial”.
O chefe do NSCDC no Níger, Suberu Aniviye, atribuiu os óbitos a um possível surto de uma doença que não especificou.
Os corpos dos trabalhadores foram transladados para o Hospital Geral de Minna para exames médicos e para a determinação da causa da morte.
Em agosto, o Exército deteve outros 18 mineiros que trabalhavam alegadamente de forma irregular numa jazida em Izom, na Área de Gurara, também no estado do Níger.
As detenções ocorreram num contexto de intensificação dos esforços dos organismos de segurança e regulação para combater a mineração ilegal, prática que tem gerado preocupação devido à perda de receitas públicas, à degradação ambiental e ao desvio de recursos minerais da Nigéria.
Fonte: Expresso das Ihas // Redação Tiver