A Polónia, a Hungria, a Eslováquia, a Roménia e a Bulgária são os Estados-membros da União Europeia (UE) que pedem prorrogação, até ao final do ano, do embargo temporário aos cereais ucranianos, alegando que são obstrução ao escoamento das suas colheitas.
Os cinco Estados-membros apresentaram, oficialmente, um pedido conjunto, na semana passada, à Comissão Europeia, mas esta terça-feira foi a primeira vez que os ministros da Agricultura dos 28 países se encontraram para debater o eventual prolongamento, até ao final do ano, do embargo que a Comissão Europeia quer levantar a 15 de setembro.
O embargo temporário de exportações ucranianas para aqueles Estados-membros foi decidido porque estes alegaram sentir “efeitos colaterais” do apoio que estava a ser dado ao país invadido pela Rússia, que obtinha mais recursos para a sua economia muito afetada pela guerra.
Ao abrigo do embargo, o trigo, o milho, a colza e as sementes de girassol provenientes da Ucrânia podem transitar pelos cinco países da Europa de Leste, mas não podem ser transicionados nos seus mercados para consumo interno ou para efeitos de armazenamento.
Em vez disso, são enviados diretamente para outros Estados-membros, como a Espanha, a Itália e os Países Baixos, ou para países em desenvolvimento de todo o mundo.
A coligação de Leste defende que a lista de produtos visados deve “permanecer aberta” e, eventualmente, abranger outros produtos “para além dos cereais e das sementes oleaginosas”, algo que a Comissão Europeia tinha, anteriormente, excluído.
“No caso de a medida preventiva não ser alargada, isso terá um impacto profundo nos Estados-membros da linha da frente, nos preços e na capacidade de armazenamento, que é essencial para a colheita dos cereais”, escreveram os países num documento comum.
Fonte: Euronews