CV INICIA FASE PILOTO DO 5G NO TECH PARK  

O responsável do departamento de projectos de engenharia da CV Telecom, Valdemar Monteiro, afirmou que o 5G representa uma transformação significativa no sector das telecomunicações, com impacto directo na inovação e no desenvolvimento tecnológico do país.

Valdemar Monteiro fez estas afirmações à imprensa, à margem da cerimónia de lançamento da fase piloto da tecnologia 5G em Cabo Verde, realizada na cidade da Praia.

“A tecnologia 5G é uma tecnologia disruptiva no mundo todo, particularmente para Cabo Verde, que terá impacto na componente tecnológica, com uma largura de banda cerca de 10 vezes superior ao 4G e latência muito baixa”, explicou.

Segundo o responsável, estas características permitem o desenvolvimento de aplicações em tempo real, incluindo soluções ligadas à mobilidade, jogos e Internet das Coisas, criando novas oportunidades para empresas e startups.

Nesta fase inicial, o projecto está circunscrito ao Tech Park e direccionado exclusivamente para empresas, funcionando como um ambiente de testes e de forma gratuita.

De acordo com Valdemar Monteiro, a infra-estrutura actualmente instalada inclui um único “site” 5G, sendo que o suporte de rede ainda assenta em tecnologia 4G, o que exigirá investimentos adicionais por parte das operadoras para expansão futura.

“Há ainda grandes investimentos e melhorias para fazer na rede, mas isso é comum às operadoras”, referiu, salientando que no que se refere à disponibilização do serviço de 5G ao público em geral o horizonte aponta para os próximos anos.

“Estamos a contar que será entre 2027 e 2028”, disse o engenheiro, salientando que o processo dependerá também do regulador e da preparação do sector.

Relativamente ao impacto na cobertura, esclareceu que o 5G não eliminará totalmente as zonas de sombra, mas permitirá melhorar significativamente a capacidade e qualidade da rede, sobretudo em centros urbanos.

Comparando com soluções via satélite, Valdemar Monteiro considerou que o 5G poderá oferecer melhor desempenho devido à proximidade das infra-estruturas.

Por seu lado, o administrador não executivo da Tech Park, Carlos Delgado, destacou que a introdução do 5G reforça o papel daquele espaço como plataforma de inovação.

“O Tech Park foi desenhado justamente como um espaço para fazer experiências, para inovação e para transformar ideias em realidade”, afirmou.

Segundo o responsável, mais de duas dezenas de empresas instaladas no Tech Park poderão beneficiar directamente desta tecnologia, com destaque para startups que desenvolvem soluções digitais baseadas em comunicação em tempo real.

Sobre a expansão do projecto, indicou que, nesta fase, o piloto está concentrado na Praia, mas poderá futuramente ser alargado a outras ilhas, nomeadamente São Vicente.

A fase piloto terá a duração de até 12 meses, período durante o qual empresas e parceiros poderão testar soluções, avaliar o potencial da tecnologia e contribuir para a definição de futuras ofertas comerciais no país.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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