INSP DEFENDE REFORÇO DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

A presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima, defendeu hoje a necessidade de reforçar a colaboração institucional na área da investigação científica para garantir decisões baseadas em evidências no sistema de saúde cabo-verdiano.

Aquela responsável falava à imprensa no âmbito da assinatura de um protocolo de cooperação com o Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN) na cidade da Praia.

Uma parceria que, explicou, vai consolidar o trabalho conjunto entre duas entidades autónomas, mas com responsabilidades complementares no sector da saúde.

“Há a necessidade de reforçar essa colaboração, por exemplo, na área de investigação científica, para reforçar a própria tomada de decisões baseadas em evidências, não só na parte da investigação clínica, como também relacionadas com a saúde pública”, defendeu.

Segundo a presidente do INSP, o protocolo visa o reforço da investigação, tanto clínica como em saúde pública, no sentido de melhorar a qualidade das decisões médicas e das políticas sanitárias.

“Todo o trabalho clínico está, no fundo, ligado à saúde pública, pelo que é fundamental produzir e utilizar conhecimento científico para orientar a acção”, complementou.

O acordo contempla ainda a questão da vigilância epidemiológica, com maior articulação na detecção e resposta a surtos e epidemias, muitas vezes identificados ao nível hospitalar permitindo que haja uma resposta mais célere por parte do INSP na gestão de emergências de saúde pública.

“Outra área será também a formação de recursos humanos, não só na área de saúde pública, como no próprio aspecto laboratorial, porque os Institutos Nacionais de Saúde têm essa valência na questão de serem laboratórios de referência laboratorial na área de doenças emergentes e re-emergentes”, realçou.

Maria da Luz Lima explicou que a formalização do acordo vai permitir simplificar de “forma significativa” os processos de investigação, uma vez que os investigadores deixam de recorrer repetidamente a pedidos de autorização, tornando o início dos estudos mais célere e eficiente.

Para o INSP, este protocolo representa um “passo importante” para o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde, ao promover uma maior articulação entre a produção de conhecimento científico e a prestação de cuidados de saúde diferenciados.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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