MS DEFENDE JORNALISMO RIGOROSO COMO ALIADO NA PROTEÇÃO DA SAÚDE MATERNA E INFANTIL

O jornalismo “é essencial na promoção da saúde materna, neonatal e infantil” e uma “informação rigorosa baseada em evidências” pode salvar vidas e fortalecer a confiança no sistema de saúde, declarou hoje o ministro da Saúde. 

Lúcio Fernandes considerou ainda que a comunicação social deve ser encarada como “uma parceira estratégica” na promoção da saúde pública, defendendo uma informação ética, acessível e sustentada em evidências científicas para contribuir na prevenção de doenças e na proteção da saúde das mães, recém-nascidos e crianças.

“Queremos uma comunicação em saúde que seja rigorosa, acessível, ética, baseada na melhor evidência científica disponível. Queremos jornalistas preparados para explicar, contextualizar e informar, contribuindo para aumentar a literacia em saúde da nossa população”, frisou.

O ministro falava à margem da abertura do workshop “Jornalismo que transforma – histórias que salvam e dão voz à saúde de mães e crianças”, realizada na Cidade da Praia.

A mesma fonte reconheceu os avanços alcançados por Cabo Verde na saúde materna e infantil, destacando “a elevada cobertura” dos cuidados pré-natais, da vacinação infantil e a assistência qualificada à maioria dos partos.

No entanto, alertou que persistem desafios, sobretudo na redução da mortalidade neonatal e das desigualdades no acesso aos cuidados de saúde entre as ilhas e os municípios.

Segundo Lúcio Fernandes, cerca de 62,5% das mortes infantis estão associadas a causas perinatais, enquanto a mortalidade neonatal representa aproximadamente 72% das mortes de crianças com menos de um ano, indicadores que, disse, exigem um compromisso permanente de todos os intervenientes.

O ministro alertou ainda para os riscos da desinformação na área da saúde, considerando que informações incorretas podem comprometer consultas pré-natais, campanhas de vacinação, o aleitamento materno e a procura atempada de assistência médica. 

Em contrapartida, salientou que reportagens bem fundamentadas e campanhas baseadas em evidências científicas podem contribuir diretamente para salvar vidas.

Por sua vez, o representante do Escritório Conjunto das Nações Unidas em Cabo Verde, David Matern, sublinhou que a comunicação de qualidade é um elemento essencial para fortalecer a saúde pública e combater a desinformação, defendendo que não existe saúde de qualidade sem informação de qualidade.

David Matern destacou igualmente que o projeto “Future First – fortalecimento da saúde materna, neonatal e Infantil em Cabo Verde” terá impacto nacional, com potencial para beneficiar cerca de 20% da população e alcançar os 22 municípios do país, reforçando o 

O workshop decorre hoje e terça-feira, 30, na cidade da Praia, prosseguindo com debates e intervenções sobre o papel do jornalismo na promoção da saúde materna, neonatal e infantil em Cabo Verde acesso a serviços de saúde e à informação credível para mães e crianças.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *