O Siacsa anunciou hoje que prepara um pré-aviso de greve dos enfermeiros, devido a salários desiguais, horas extraordinárias por pagar, subsídio de risco e outros problemas laborais, que que “permanecem por resolver há meses”.
Em conferência de imprensa, na cidade da Praia, o presidente do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Afins (Siacsa), Gilberto Lima, anunciou que a organização deverá enviar, nos próximos dias, um pré-aviso de greve dos enfermeiros, caso não haja resposta às reivindicações apresentadas ao Ministério da Saúde.
Entre as questões apontadas pelo sindicato estão o pagamento de horas extraordinárias, a carga horária, o subsídio de risco, o descanso semanal obrigatório, alegadas diferenças salariais entre profissionais, nomeações, colocações e contratos.
Segundo o dirigente, há enfermeiros com horas extraordinárias por receber há vários meses, com referências a períodos que chegam a oito meses.
O presidente do Siacsa questionou a situação de profissionais que continuam a cumprir horas extraordinárias sem receber os respectivos valores, apesar da carga horária a que estão sujeitos.
Outra preocupação apresentada prende-se com alegadas diferenças salariais entre enfermeiros.
Referiu situações nas ilhas do Fogo e de São Vicente, apontando valores salariais distintos para profissionais que, segundo a sua leitura, desempenham trabalho semelhante.
“Trabalho igual tem que ser pago também com salário igual”, precisou.
O sindicato reclama igualmente o pagamento do subsídio de risco aos enfermeiros.
Segundo Gilberto Lima existe legislação que prevê este subsídio para a classe profissional, mas o pagamento não estará a abranger todos os profissionais.
O descanso semanal obrigatório constitui outra reivindicação apresentada pelo sindicato, que sustenta que os enfermeiros enfrentam, além da carga horária, dificuldades relacionadas com o cumprimento desse direito.
A situação das nomeações, colocações e contratos de enfermeiros também integra o conjunto de questões que o Siacsa pretende ver resolvidas pelo Ministério da Saúde.
Gilberto Lima indicou que já decorreram 12 dias desde uma comunicação dirigida ao Ministério da Saúde e que serão aguardados mais três dias, completando 15 dias, antes do envio do pré-aviso de greve.
A eventual paralisação surge, segundo o responsável, perante a ausência de resolução das reivindicações laborais apresentadas, incluindo as dívidas relativas às horas extraordinárias.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver