A ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas defendeu hoje um balanço crítico e construtivo de uma década de planeamento estratégico para garantir a segurança alimentar e reduzir a pobreza.
Eveline Ramos fez estas considerações na cerimónia de abertura do ateliê de validação técnica do relatório de avaliação do plano nacional de investimento agrícola, segurança alimentar e nutricional (PNIASAN) 2015/2025 e debate para o futuro 2026/2035, destacando a parceria da CEDEAO e da FAO no processo.
O evento reúne, no país, parceiros internacionais e representantes do sector para um balanço do caminho percorrido e a projecção do futuro do desenvolvimento rural em Cabo Verde.
Durante o seu discurso de abertura, a governante defendeu que o encontro constitui um momento fundamental de reflexão crítica e construtiva sobre os resultados alcançados, os constrangimentos enfrentados e as lições aprendidas ao longo da implementação do plano.
Iniciado em 2015 e validado tecnicamente em 2018, o PNIASAN foi desenhado, segundo a ministra, como uma oportunidade ímpar para promover a concertação nacional.
Lembrou ainda que o plano vai além das componentes estritamente técnicas da agricultura e da produção alimentar, uma vez que, no ambiente rural, a abordagem integrou dimensões transversais essenciais para a resiliência e a nutrição face às vulnerabilidades do país.
“O objectivo estratégico global estabelecido pelo plano mantém-se focado no aumento sustentável dos rendimentos e dos meios de subsistência da população cabo-verdiana. Através da criação de oportunidades económicas rentáveis, inclusivas e equitativas, o programa visa garantir a redução da pobreza e o reforço da segurança alimentar e nutricional em todo o território”, disse.
Afirmou também que, ao assumir a agricultura, o desenvolvimento rural e as pescas como sectores estratégicos para a transformação económica e social de Cabo Verde, o Governo fê-lo com plena consciência de que os desafios do desenvolvimento exigem respostas integradas, inovadoras e sustentáveis.
Neste particular, avançou que a vulnerabilidade climática do país, a escassez e irregularidade dos recursos hídricos, a pressão sobre os recursos naturais e os efeitos das alterações climáticas, bem como as exigências crescentes dos mercados nacionais, regionais e internacionais, impõem a necessidade de reforçar a capacidade de adaptação, inovação e resiliência.
“Esses desafios exigem uma abordagem assente numa maior integração regional e no reforço da cooperação no quadro da política agrícola comum da África Ocidental, em estreita articulação com as prioridades nacionais e com os novos desafios e orientações estratégicas definidos no programa do Governo”, acrescentou.
Para Eveline Ramos, o futuro da agricultura cabo-verdiana exige visão, determinação e capacidade de inovação, sobretudo na colocação dos agricultores e das comunidades rurais no centro das políticas e estratégias de desenvolvimento.
Além da validação do PNIASAN 2015/2025, os participantes no ateliê vão discutir os desafios para os anos 2026/2035 nos domínios da agricultura, segurança alimentar e nutricional e pescas.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver