Agosto foi o mês mais quente já registado no mundo, num ano em que a Europa ocidental viveu também o verão mais quente, revelaram dados hoje divulgados pelo serviço europeu Copernicus.
As temperaturas globais foram novamente empurradas para mais de 1,5 graus centígrados acima dos níveis pré-industriais.
Com uma temperatura média global do ar 1,65 graus acima da referência pré-industrial, este mês de agosto foi o primeiro a ultrapassar 1,5 graus desde novembro de 2025.
O mês passado registou também a média mensal de temperatura da superfície do mar mais elevada já observada nos oceanos extrapolares, empatada com março de 2024, e a maior média global diária, ao atingir 21,11 graus.
Níveis recorde foram igualmente observados no Pacífico tropical, área onde o El Niño continua a intensificar-se.
Os impactos deste fenómeno já são sentidos em terra firme, com condições que favorecem a intensificação de incêndios florestais sazonais na Indonésia, segundo dados do Serviço de Monitorização da Atmosfera Copernicus.
Agosto foi considerado “um mês notável” nos registos climáticos globais por ser o mais quente, com as temperaturas globais 1,65 graus acima dos níveis pré-industriais, e por registar recordes nas temperaturas da água do mar.
As ondas de calor ocorridas em agosto deram continuidade a uma “sequência excecional de calor extremo” iniciada em maio.
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