APESC PEDE INVESTIMENTOS AO GOVERNO PARA AUMENTAR CAPACIDADE DE CAPTURA

A Associação dos Armadores de Pesca defendeu, o equipamento da frota existente com sonares e sistema de frio a bordo para aumentar a capacidade de captura. A ideia é, a curto prazo, conseguir que as cerca de três dezenas de embarcações semi-industriais tenham capacidade de servir à indústria da pesca, e assim deixar de depender da derrogação do acordo de pesca com a União Europeia.

Em conferência de imprensa em São Vicente, o presidente da Associação dos Armadores de Pesca, Susano Vicente, disse que o plano vai ser enviado ao ministro do Mar.

O responsável considera que, com recurso às tecnologias que permitam localizar cardumes com precisão e com sistemas de conservação de pescado nas embarcações, é possível abastecer as conserveiras. Susano Vicente olha para a validade da nova derrogação do acordo de pesca entre Cabo Verde e a União Europeia, que vai até 31 de Dezembro de 2025, e alerta que, a médio prazo, é preciso investir numa frota industrial.

A União Europeia já referiu que Cabo Verde não dispõe de uma frota industrial capaz de servir a sua indústria da pesca, nem está a investir suficientemente na frota. O presidente da Associação dos Armadores de Pesca diz que é altura de mudar o foco e encontrar uma alternativa viável.

A nova derrogação do acordo de pesca entre Cabo Verde e a União Europeia, válida até 31 de Dezembro de 2025, foi publicada no início do mês. A medida permite que o arquipélago exporte produtos de pesca transformados para a União Europeia isentos de taxas alfandegárias e tem sido, ao longo dos anos, a forma encontrada para manter o sector conserveiro a laborar no país, uma vez que a maioria das empresas do sector são de origem espanhola.

Fonte: Expresso das Ilhas // Ad: Redação Tiver

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