ARME REALÇA PAPEL DO FÓRUM DE GOVERNAÇÃO DA INTERNET NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

O Fórum de Governação da Internet de Cabo Verde (IGF-CV) assume “um papel cada vez mais determinante” no desenvolvimento sustentável,  inclusivo e competitivo das nações, declarou hoje a presidente do conselho de administração da ARME

Ao presidir à abertura do evento realizado na cidade da Praia, a presidente da Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME), Leonilde Santos, considerou que o fórum constitui mais do que um espaço privilegiado de reflexão e de construção coletiva sobre o futuro do arquipélago.

Segundo explicou,  o encontro afirma-se como um espaço de debate inclusivo, plural e interativo, capaz de congregar vozes diferentes, perspectivas na definição de políticas públicas do Internet, numa sociedade “cada vez mais mediada pelo digital”. 

O IGF Cabo Verde, conforme garantiu, está alinhado com os princípios do Fórum de Governação da Internet das Nações Unidas, tendo consolidado ao longo das suas edições como o principal espaço nacional de diálogo entre o Estado, reguladores, sector privado, academia e sociedade civil.

A responsável recordou que a primeira edição do fórum decorreu em 2020, em formato virtual, em pleno contexto pandémico, sublinhando que, actualmente, o evento está “em clara trajetória de consolidação”, afirmando-se como um espaço inclusivo, plural e interativo.

Leonilde Santos reforçou que a transformação digital pode sim acelerar todos os objectivos de desenvolvimento sustentável,  mas apenas se for segura, inclusiva e baseada nos direitos humanos.

Na mesma ocasião, o secretário de Estado das Finanças, Alcindo Mota, considerou que a inteligência artificial já é uma realidade presente no quotidiano, influenciando a forma como as pessoas “aprendem, trabalham, comunicam e governam”.

O governante considerou que Cabo Verde tem condições para assumir “um papel relevante” neste domínio, mas alertou que essa liderança “exige responsabilidade, regras claras, confiança e proteção dos cidadãos”.

“Precisamos de políticas que garantam a privacidade, que protejam os direitos digitais e evitem novas formas de desigualdade, Mas também precisamos de não travar a inovação”, sublinhou, acrescentando que o objectivo é promover um digital que sirva às pessoas.

O responsável alertou também para a necessidade de uma transformação digital inclusiva, sublinhando que o processo não será completo se parte significativa da população ficar de fora, defendendo uma abordagem que vá além das infraestruturas e da conectividade.

O evento promovido pela Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME) continua na terça-feira, 22, com uma sessão de mentoria dedicada a meninas e jovens mulheres, em parceria com a SheTech e a Women in Tech.

O programa envolve estudantes de diferentes liceus da cidade da Praia, iniciativa que se insere na celebração do Dia Internacional das Meninas nas TIC, assinalado este ano, mundialmente, a 23 de abril.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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