O Banco de Cabo Verde (BCV) afirmou hoje que as reservas internacionais são cruciais para assegurar a estabilidade de preços e a sustentabilidade financeira do país, garantindo uma gestão pautada pela transparência e rigor.
Em nota de imprensa, o banco central esclareceu que o dinheiro em moeda estrangeira sob sua custódia é essencial para manter o regime de peg unilateral, ou valor do Escudo associado ao Euro. Este mecanismo permite fixar o valor da moeda nacional, dando confiança aos investidores e garantindo que Cabo Verde tem recursos para pagar a dívida externa e as importações.
A instituição enfatizou que a preservação do capital e a liquidez imediata constituem as prioridades máximas na aplicação das reservas, sendo a procura por rentabilidade subordinada a estes critérios e adstrita a instrumentos de baixo risco.
Na busca por mitigar riscos de crédito e de mercado, o BCV reforçou a diversificação do seu portfólio. Além de deter activos em euros e dólares, a autoridade monetária iniciou, a partir de 2020, investimentos na moeda chinesa, em projectos sustentáveis e em ouro monetário.
Sobre a gestão do ouro, o BCV exemplificou com a aquisição de cerca de uma tonelada do metal precioso em 2020, alienada em 2022 para capitalizar a valorização do dólar, gerando mais-valias para o Estado.
O regulador esclareceu que a negociação de ouro é realizada de forma digital e segura, mantendo-se o activo custodiado numa instituição bancária especializada no Reino Unido.
O BCV salientou ainda que a gestão das reservas conta com assessoria técnica especializada e parcerias estratégicas, nomeadamente com o Banco Central do Luxemburgo.
Adicionalmente, lembrou que as suas demonstrações financeiras são submetidas a auditorias internacionais independentes e à fiscalização da Assembleia Nacional, do Governo e da sociedade civil, reforçando a transparência e a prestação de contas.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver