BCV MANTÉM POLÍTICA MONETÁRIA

Banco de Cabo Verde não vai mexer nos juros. Comité de Política Monetária fundamentou recomendação de pois de analisar os desenvolvimentos macroeconómicos recentes, dentro e fora do país, que mostram uma trajetória de descida da inflação e uma pausa na subida das taxas de juro pelos principais bancos centrais.

“A análise do potencial impacto nos fluxos de capitais externos resultante do diferencial das taxas de juro de referência do país face às da Zona Euro, em linha com as avaliações recentes, não evidenciou sinais que interpelem o BCV a alterar a atual orientação da política monetária”, refere o BCV em comunicado.

Como explica o banco central, as pressões inflacionistas continuam a reduzir, com a inflação homóloga e a inflação média anual a fixarem-se em 0,0% e 3,1%, respetivamente, em Janeiro deste ano. Diminuição que resulta da queda dos preços dos produtos energéticos e da desaceleração dos preços dos produtos alimentares no mercado internacional.

“Considerando o contexto macroeconómico, externo e interno, e as especificidades da economia nacional, o Banco de Cabo Verde decidiu pela manutenção das taxas de referência nos níveis atuais”, sublinha o Banco Central.

A política monetária consiste nas decisões que os bancos centrais tomam para influenciar o custo de pedir emprestado e a quantidade de dinheiro que existe na economia. No fundo, a política monetária é usada para influenciar a variação dos preços dos bens e serviços que consumimos.

Como refere o BCV, citando o World Economic Outlook do Fundo Monetário Internacional (atualização de Janeiro de 2024), embora os riscos para o crescimento global se tenham tornado um pouco mais equilibrados, desde Junho, uma soft landing [uma desaceleração cíclica sem que seja desencadeada uma recessão – normalmente descreve as tentativas dos Bancos Centrais de aumentar as taxas de juros apenas o suficiente para impedir que a economia aqueça e a inflação suba] é uma possibilidade cada vez maior devido aos efeitos desfasados e atuais das políticas monetárias restritivas.

Em relação à economia nacional, o BCV diz que se perspetiva um crescimento mais de acordo com o seu potencial, “conforme evidenciam os indicadores quantitativos monitorados. Regista-se, de facto, uma melhoria da procura externa líquida associada à melhor performance do sector do turismo em 2023”.

As reservas internacionais líquidas estão num nível confortável, “cobrindo cerca de 6,2 meses de importações de bens e serviços; valor este considerado adequado para a manutenção da estabilidade do regime cambial de peg fixo”, sublinha o Banco Central.

O Banco de Cabo Verde garante ainda que mantém “uma postura de monitorização contínua das condições macroeconómicas, da evolução da conjuntura internacional e de eventuais riscos para a economia nacional, no sentido de intervir em qualquer momento com medidas que se mostrarem adequadas”. 

Fonte: Expressos das Ilhas // Ad: Redação Tiver

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *