BOLA DE OURO DA FRANCE FOOTBALL PASSA A “AVALIAR” A ÉPOCA DESPORTIVA

A Bola de Ouro, conceituado prémio atribuído pela France Football, que distingue o melhor jogador em masculinos e femininos, passará a avaliar a época desportiva em detrimento do ano civil, anunciou hoje a revista.

Entregue, em masculinos, desde 1956, o prémio passará a estar alinhado com a época futebolística, incluirá um júri mais restrito, uma diferente pré-selecção e critérios mais claros, segundo a informação prestada pela France Football, que apresentará o regulamento na sua edição de sábado.

“É uma oportunidade de dar um novo ímpeto. Antes, avaliávamos duas meias épocas. Assim é mais legível”, explicou o editor-chefe da France Football, Pascal Ferré, numa apresentação prévia realizada hoje em Boulogne-Billancourt.

O próximo troféu, a ser entregue em setembro ou Outubro deste ano, terá ainda em conta a época iniciada em 2021 e englobará já este ano a final da Liga dos Campeões da temporada em curso e o Europeu de futebol feminino.

Esta reforma surge num ano de grandes mudanças no calendário do futebol, com o Mundial a decorrer fora do seu período tradicional – que abrangeria ainda esta época.

Um cenário que colocará os jogadores em destaque na competição apenas com possibilidade de serem distinguidos pela France Fottball na época de 2022/23.

Outras mudanças incluem a integração do antigo internacional marfinense Didier Drogba no comité que fará uma pré-selecção dos nomeados, e a redução do número de jurados, que continuará a ter os jornalistas, mas um por país.

A votação em masculinos será feita apenas por 100 votantes – ao contrário dos anteriores 170 -, correspondentes aos 100 primeiros países no ‘ranking’ da FIFA, e em femininos é reduzida a metade, a 50 pessoas.

Uma mudança que a France Football justifica para garantir “a especialidade” de quem vota e o respectivo acesso a imagens.

Outro aspecto importante na escolha dos premiados tem a ver com as conquistas colectivas, que passam para um segundo plano, com a revista a querer privilegiar “a prestação individual” e o “carácter decisivo ou impressionante” dos candidatos.

Fonte: Futebol 365

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