Os pescadores de Fajã d’Água, Furna e Lomba Tantum, na ilha Brava, apelaram hoje às autoridades para criarem e instalarem arrastadores de botes, alegando que a falta dessas infra-estruturas compromete a segurança dos profissionais e a actividade piscatória.
Em declarações à Inforpress, a pescadora Eugénia Tavares, de Fajã d’Água, explicou que, apesar da relevância piscatória da zona, os profissionais continuam sem um espaço apropriado para arrastar e guardar os seus botes.
Segundo a mesma fonte, actualmente os botes são retirados do mar numa ribeira, situação que considera perigosa, sobretudo durante a época das chuvas.
“No ano passado choveu e muitos pescadores perderam os seus botes e motores. Quando isso acontece, o prejuízo é enorme, porque nós vivemos exclusivamente da pesca”, afirmou Eugénia Tavares, sublinhando que os pescadores cumprem os seus deveres fiscais e exigem condições dignas de trabalho.
A preocupação é partilhada em Furna pelo pescador Adelino Barbosa, que classificou o estado do actual ponto de arrastamento como péssimo, referindo que a operação degrada os equipamentos e expõe os profissionais a acidentes graves.
“Estamos muito apertados nesta zona em relação ao atracamento dos botes. O local onde fazemos o arrastamento apresenta péssimas condições, o que acaba, muitas vezes, por danificar os botes e colocar em risco a integridade física dos pescadores”, disse.
O pescador acrescentou ainda que, para utilizarem o actual espaço, os profissionais têm de redobrar os cuidados para evitar acidentes ou danos nos equipamentos de trabalho.
“Nós pagamos sempre os nossos impostos e cumprimos com todas as obrigações. Quando há alguma irregularidade, a Capitania chama-nos imediatamente a atenção. No entanto, continuamos a trabalhar em condições muito precárias”, lamentou.
Por isso, Adelino Barbosa reiterou o apelo à construção, com a maior brevidade possível, de um arrastador de botes na localidade de Furna, sublinhando que esta é uma reivindicação antiga dos pescadores da zona.
Em Lomba Tantum, Adilson da Lomba reiterou o mesmo apelo, sustentando que a modernização destas infra-estruturas de apoio à pesca artesanal é fundamental para valorizar a classe e assegurar a sustentabilidade do sector na ilha.
Os pescadores das três comunidades esperam que o apelo seja atendido e defendem que a criação destas infra-estruturas contribuirá para reforçar a segurança, reduzir os prejuízos materiais e promover melhores condições para o exercício.
Fonte: Inforpress // Redação Tiiver