Os chefes de Estado que celebraram os 50 anos da libertação dos presos políticos no Tarrafal, apontaram o antigo campo, como exemplo daquilo que nunca mais se quer. Um grupo de 22 aprisionados na segunda fase do campo, oprimindo anticolonialistas, estiveram presentes no acto da celebração.
Ao discursar na cerimónia, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa destacou: “o museu que se quer vivo para testemunhar o que não querem que seja o presente, nem o futuro”.
Uma tarefa essencial, “sobretudo para os jovens de amanhã saberem aquilo que devem rejeitar, sempre: não há confusão possível entre opressão e liberdade, entre ditadura e democracia”, realçou.
O futuro nasce da união no passado, referiu José Maria Neves, Presidente cabo-verdiano, que evocou a revolução de 25 de Abril de 1974 para relembrar que “os povos de Portugal e das colónias estiveram na mesma trincheira” contra a ditadura portuguesa.
Concluiu que a democracia requer “cuidados permanentes” para que “nunca mais se fale de campos de concentração”.
O chefe de Estado da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prestou homenagem, no seu discurso, “inclinando-se” perante a memória dos presos políticos.
Da mesma forma, o ministro da Defesa de Angola, em representação do presidente João Lourenço, enalteceu todas as iniciativas que destaquem a resistência ao regime colonial.
Um grupo de 22 deles, aprisionados na segunda fase do campo, oprimindo anticolonialistas, esteve presente hoje.
Fonte: Expresso das Ilhas // Ad: Redação Tiver