Quase 22 mil pessoas, incluindo 10.560 crianças, fugiram nas últimas seis semanas dos vários ataques terroristas no distrito de Ancuabe, província moçambicana de Cabo Delgado, segundo relatório da Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulgado hoje.
segundo o relatório daquela agência das Nações Unidas, de 01 de maio a 10 de junho ataques de grupos armados não estatais no distrito de Ancuabe desencadearam o deslocamento de 21.658 pessoas para várias aldeias e locais de acolhimento, dentro de Ancuabe e para os distritos vizinhos de Montepuez e Chiúre.
Até 12 de maio, no balanço anterior da OIM, esse total ascendia a 13.409 pessoas deslocadas só do distrito de Ancuabe e até 03 de junho tinha subido 19.325.
Nas últimas seis semanas, segundo a OIM, os maiores deslocamentos, que totalizam o equivalente a 7.115 famílias, concentraram-se em áreas como Milamba Expansão, Nanjua A, Nanjua B e Meza-Sede, que abrigaram 10.367 pessoas, a maioria deslocadas de Nacoja, Namacuile, Minheuene, Nanjua e Meza, entre outras localidades do mesmo distrito.
Entre os deslocados contam-se, de acordo com o mesmo levantamento, 6.423 mulheres, incluindo 196 grávidas, e 10.560 crianças, nomeadamente 12 não acompanhadas, além de 109 pessoas com deficiência e 492 acima de 60 anos, com a OIM a manter “preocupação com os riscos significativos de separação familiar, violência de género, perda de documentos e sofrimento psicossocial”.
A província de Cabo Delgado, rica em gás, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.
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