A lista de Paulo Veiga elegeu 12 dos 19 delegados do Fogo à convenção do Movimento para a Democracia (MpD, oposição), com 341 votos contra 138 obtidos por Herménio Fernandes, de acordo com resultados provisórios.
A vitória no Fogo reforça a vantagem nacional de Paulo Veiga na corrida à liderança do MpD, e o candidato divulgou que já recebeu uma chamada telefónica de Herménio Fernandes a felicitá-lo pelo resultado.
Segundo o candidato, 512 militantes participaram na votação no Fogo, tendo a sua candidatura conquistado uma diferença superior a 200 votos ao principal adversário.
Paulo Veiga anunciou como uma das primeiras prioridades da nova liderança a realização de um novo recenseamento dos militantes, alegando que os cadernos do partido não são atualizados há mais de 13 anos e já não correspondem à realidade.
O novo líder eleito garantiu que pretende construir um MpD “mais próximo das suas bases”, onde “cada militante terá voz e vez”, assegurando também que será presidente de todos os militantes, incluindo os que não votaram na sua candidatura.
Sobre a relação com o Governo, Paulo Veiga prometeu “uma oposição construtiva” e afirmou que o MpD apoiará medidas que considerar positivas para o país e alternativas sempre que discordar das opções do executivo.
O dirigente indicou ainda que a nova liderança terá de preparar a posição do partido sobre o Estado da Justiça e o Orçamento do Estado para 2027, previstos para serem debatidos em Outubro.
Quanto à liderança do grupo parlamentar e ao apoio a candidaturas presidenciais, Paulo Veiga esclareceu que essas decisões não cabem ao presidente do partido, mas aos deputados e à Direção Nacional, respetivamente.
Na sua primeira reação, Paulo Veiga voltou igualmente a manifestar solidariedade às famílias das vítimas e aos feridos do acidente ocorrido no dia 05 de Setembro, em Campanas de Cima, no Fogo, com desejo de “uma rápida recuperação aos sobreviventes”.
Inforpress // Redação Tiver