EMANUEL BARBOSA AFASTA AMBIÇÕES À LIDERANÇA DO MPD E FALA EM APOIAR PROJECTOS CREDÍVEIS

O deputado Emanuel Barbosa afirmou hoje à Inforpress que, neste momento, não faz parte do seu projecto candidatar-se à liderança do MpD, mas mostrou-se disponível para apoiar a alternativa que melhor corresponder às suas expectativas.

“Estou disponível a dar a minha contribuição para ajudar o meu partido [MpD] a encontrar uma liderança e preparar-se para as eleições legislativas daqui a cinco anos”, indicou o ainda primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional.

Instado sobre um eventual apoio a Paulo Veiga, que já se posicionou na corrida interna, Emanuel Barbosa limitou-se a referir que este “é um grande amigo meu”.

Questionado se avançaria, caso fosse empurrado pelos militantes, o deputado reforçou que não tem planos nesse sentido, mas que uma possível candidatura dele só poderia ocorrer se as coisas não acontecerem bem em termos de alternativas à substituição de Ulisses Correia e Silva.

Relativamente ao apelo de Jacinto Santos, segundo o qual se deve dar prioridade aos mais jovens quanto à liderança do MpD, Emanuel Barbosa, mais uma vez, não quis pronunciar-se antes de conhecer os projectos dos candidatos.

O recém-eleito deputado Orlando Dias já veio a público manifestar o seu desejo em liderar o MpD, a partir da próxima Convenção ainda não marcada. Herménio Fernandes, presidente da Câmara Municipal de São Miguel, é um outro nome apontado à sucessão de Ulisses Correia e Silva na liderança do partido “ventoinha”.

Na noite das eleições legislativas de 17 de Maio, o presidente do MpD, Ulisses Correia e Silva, reconheceu a derrota eleitoral do partido e anunciou que iria deixar a liderança política da formação.

Na declaração feita na sede nacional do MpD, na cidade da Praia, Ulisses Correia e Silva afirmou que o partido “não conseguiu atingir nem o objectivo de vencer as eleições nem o objectivo de continuar a governar Cabo Verde”.

Na mesma intervenção, anunciou a decisão de apresentar a demissão da liderança do MpD, defendendo a necessidade de renovação interna do partido após o ciclo governativo iniciado em 2016.

“As pessoas passam, as instituições continuam”, declarou, acrescentando que o MpD deverá continuar a afirmar-se como “um partido forte”, mesmo na oposição.

Fonte: Inforrpess // Redação Tiver

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *