O Encontro Internacional da Crioulidade Atlântica, promovido pela Presidência da República, vai reunir chefes de Estado, representantes das Nações Unidas, Unesco, CPLP, académicos e figuras culturais de vários continentes.
De acordo com o programa, o evento, que decorre de quinta-feira, 28, a sábado, 30, na Universidade de Cabo Verde, sob o lema “Edificar pontes, construir um futuro melhor”, arranca com a participação da vice-reitora da Uni-CV, Elga Carvalho, do subsecretário-geral das Nações Unidas e alto representante para a Aliança das Civilizações, Miguel Ángel Moratinos, além de mensagens em vídeo do secretário-geral da ONU, António Guterres, e do Presidente da República Portuguesa, António José Seguro.
A sessão inaugural contará igualmente com a intervenção do Presidente da República, José Maria Neves, principal impulsionador da iniciativa internacional sobre a crioulidade atlântica.
O programa da manhã prossegue com o painel I subordinado ao tema “Crioulidade e suas especificidades: Kriolidadi pa mi”, reunindo o ministro da Cultura de Angola, Filipe Silvino Zau, a secretária executiva da CPLP, Maria de Fátima Jardim, o director regional da Unesco para a África Ocidental, Dimitri Sanga, e a directora do Desenvolvimento Cultural e Desportivo da Ilha da Reunião, Karine Vandersteen.
A moderação estará a cargo da representante da Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS), embaixadora Tania Romualdo.
A conferência inaugural será proferida pela portuguesa Catarina Vaz Pinto, sob o tema “O Atlântico que somos: herança e construção de um novo projeto de humanidade”, com apresentação de Emerson Pimentel.
Ainda durante a manhã, realiza-se a primeira sessão académica sobre “Crioulidade Atlântica: genealogia, história, resistência e modernidade”, com intervenções da antiga ministra francesa Christiane Taubira, do historiador cabo-verdiano António Correia e Silva e do académico senegalês Doudou Diene.
No período da tarde, o encontro debate as dinâmicas históricas da diasporização atlântica, com participação de Adrián Rodríguez Riccelli, Zulu Araújo e Charles Akibode, seguindo-se uma pausa cultural dedicada à gastronomia crioula.
O primeiro dia encerra com a sessão “Crioulidade e Modernidade”, animada por Ibrahima Diallo e Karina Moreira, sob moderação do professor António Gonçalves.
Na sexta-feira, 29, o programa inclui um segundo painel com representantes de São Tomé e Príncipe, Curaçau, Guadalupe e Nações Unidas, além de sessões sobre património vivo, diplomacia crioula e cooperação internacional.
O segundo dia reserva ainda uma visita institucional à Cidade Velha, Património Mundial da Unesco, com recepção de batucadeiras no Pelourinho, visitas aos monumentos históricos e um concerto de cordas ao pôr-do-sol na Fortaleza Real de São Filipe.
O evento culminará com o lançamento oficial do Festival das Artes Crioulas.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver