O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelo Médio Oriente, declarou o estreito de Ormuz aberto depois de as forças norte-americanas terem removido as minas marítimas da via navegável.
O comandante do Centcom afirmou que As rotas marítimas internacionais e reconhecidas no estreito estão livres de minas marítimas iranianas graças ao trabalho incrível das Forças Armadas.
Segundo Cooper, mais de 20 navios de guerra e centenas de aeronaves participaram nas operações no estreito de Ormuz, e cerca de 50 mil soldados estão a impor um bloqueio contra o Irão, impedindo-o de exportar petróleo dos seus portos.
Horas antes, o Centcom anunciou nas redes sociais que tinha impedido 75 navios de atravessar o estreito de Ormuz, devido ao bloqueio decretado por Washington aos portos do Irão.
Também, Donald Trump, publicou um mapa do estreito de Ormuz na plataforma que detém, Truth Social, declarando-o como um novo território norte-americano.
Ao lado das bandeiras de Porto Rico, dos Estados Federados da Micronésia e das Ilhas Marshall, entre outras, o líder acrescentou a passagem marítima estratégica para o comércio global de gás e petróleo localizada no Médio Oriente.
No mesmo dia, o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, alertou que o estreito de Ormuz continua inseguro e exortou os armadores, operadores e companhias de navegação a evitarem a travessia até estar garantida a segurança.
Arsenio Domínguez observou, numa entrevista à agência Efe, que quase seis mil tripulantes estão presos na zona de conflito há quase seis meses, sem possibilidade de retirada, enquanto cerca de 70 embarcações foram atacadas e 20 trabalhadores marítimos morreram na sequência do conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irão.
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