O porta-voz do Gabinete de Crise anunciou que alguns pacientes poderão ter alta hospitalar hoje, mas pediu aos familiares que os mesmos permaneçam no hospital, mesmo após a alta, pois será criado um espaço com todas condições.
O ministro da Saúde, Lúcio Miranda, falava à imprensa, à margem da reunião do Gabinete de Crise criado na sequência do acidente de viação ocorrido no sábado, 05, no trajecto Chã das Caldeiras/Campanas de Cima e que causou 25 mortos e 14 feridos.
“O que estamos a pedir aos familiares é que em vez de os pacientes tomarem alta para casa ficarem num espaço do hospital que terá todas as condições a partir do meio dia para aqueles que queiram ficar lá”, pormenorizou.
Indicou que uma das principais preocupações das crianças é ficar perto das famílias, onde se sentem muito melhor.
Segundo o governante, se esses doentes ficarem na estrutura hospitalar, juntamente com os familiares e outros doentes, será mais complicado e poderá haver a possibilidade de infeção cruzada.
“Sabemos que é um processo doloroso sobretudo para as crianças voltarem para casa, que ainda nesse momento os familiares estão a receber visitas, então para evitar expor essas crianças temos essa possibilidade que terá de ser decidida pelas famílias”, apontou.
Acrescentou que neste momento 11 pessoas estão internadas no Hospital Regional de São Francisco, que um ou dois devem passar para a sala de observação, cuidados especiais, e os restantes vão para a enfermaria, o que demonstra que estão tranquilos e “a evolução tem sido favoravelmente”.
Avançou ainda que um desses pacientes deverá ficar em observação e será submetido ao exame de Tomografia Axial Computorizada (TAC), mas assegurou que o mesmo “está muito melhor”, sendo que já consegue falar tranquilamente.
Em relação aos dois doentes que foram transferidos para o Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia, disse que “a viagem correu bem, estão tranquilos com parâmetros vitais normais”.
Por outro lado, afirmou que o paciente que está em estado grave inspira mais cuidado, mas está estável e com alguns sinais de recuperação, mas não é possível avançar como será a sua evolução real no futuro.
“Hoje irá fazer o controlo, com a realização da TAC para analisar o trauma craniano, porque teve múltiplos traumas, politraumatizado, trauma craniano abdominal, membros e também de tórax, mas neste momento está estável, os seus parâmetros de vitais estão normais”, sublinhou.
A outra criança que também foi transferida para a cidade da Praia está bem, e está internada numa sala normal de traumatologia, onde aguarda por uma cirurgia programada.
Na ocasião, o governante reforçou que os psicólogos do ministério da Saúde, da Família, inclusive psicólogos da Cruz Vermelha, já visitaram todas as famílias, mas assegurou que a ideia é continuar nos próximos dias e alargar o plano a longo prazo.
“(…) Para reforçar aquela equipa de psicólogos local, até o início das aulas e durante, preparar aqueles professores, os outros alunos para enfrentar essa situação sendo que existe escola que perdeu mais de 13 crianças”, finalizou.
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Inforpress // Redação Tiver