O ministro da Economia, Comércio, Indústria e Economia Digital defendeu no Fogo uma nova agenda económica assente no reforço do sector primário e na industrialização, com aposta no parque agroindustrial projetado pela câmara de São Filipe.
António Batista afirmou que a ilha do Fogo possui “grande potencial” nos sectores da agricultura, pecuária e pesca, considerados fundamentais para a inclusão produtiva das famílias e para a diversificação da economia nacional.
Segundo a mesma fonte, o projecto da câmara de São Filipe para a criação de um parque agroindustrial e desencravar as zonas altas enquadra-se nas atribuições do ministério e poderá ser implementado através de uma parceria entre o Governo e a autarquia.
O ministro apontou, contudo, uma redução consistente dos investimentos públicos no sector primário desde o início dos anos 2000, situação que, na sua perspectiva, contribuiu para a falta de infraestruturas e para o enfraquecimento das actividades produtivas em várias ilhas.
Segundo António Batista, a redução do investimento público deixou o sector dependente, em grande medida, da intervenção de organizações não-governamentais, que, segundo explicou, não dispõem da mesma capacidade de intervenção do Estado.
Defendeu, por isso, uma maior presença do Estado, através da construção de infraestruturas, disponibilização de meios de produção a custos acessíveis, assistência técnica, extensão rural e capacitação dos trabalhadores.
O governante chama igualmente atenção para a necessidade de reforçar a formação especializada, apontando a ausência de áreas como Zootecnia, Medicina Veterinária, Engenharia Agrícola e Engenharia de Pesca nas instituições de ensino superior do país.
Na área das pescas, considerou necessário apostar em tecnologia e diversificar os métodos de captura, tendo em conta a diversidade dos recursos existentes nas águas cabo-verdianas.
Inforpress // Redação Tiver