FUNDAMENTAL-SA APELA À DESLOCALIZAÇÃO DA POCILGA DE BOCA-DE-PINHÃO POR RISCOS PARA A SAÚDE   

A Fundação de Defesa, Preservação e Promoção do Desenvolvimento Ambiental Integrado e Sustentável de Santo Antão (FUNDAMENTAL-SA) apelou às instituições regionais, nomeadamente à Câmara Municipal da Ribeira Grande e aos Serviços de Saúde, para avançarem com a deslocalização da pocilga de Boca-de-Pinhão, alertando para os riscos que a infraestrutura representa para a saúde pública e o ambiente, agravados pelo aumento das temperaturas associado às alterações climáticas.

Num comunicado publicado na sua página do Facebook, a organização afirma que a situação da pocilga continua a suscitar preocupação e considera que o aumento excessivo da temperatura intensifica os impactos negativos decorrentes da criação de suínos naquele local.

A FUNDAMENTAL-SA defende que a deslocalização deve ser concretizada sem prejudicar os criadores de porcos, uma vez que a atividade constitui uma importante fonte de rendimento para várias famílias.

Segundo a fundação, as pocilgas improvisadas junto às estradas representam um risco para a saúde pública e para o ambiente, devido à proximidade com zonas urbanas e vias públicas, situação que, afirma, facilita a propagação de doenças, atrai pragas e provoca maus odores que afetam a qualidade de vida da população.

“A proximidade com áreas urbanas e vias públicas facilita a transmissão de doenças (como a Peste Suína Africana), atrai pragas e gera odores insuportáveis, degradando a qualidade de vida da comunidade”, lê-se.

A organização alerta ainda para o risco de disseminação de zoonoses, a contaminação dos solos, de potenciais lençóis freáticos e do mar por dejetos e urina, bem como para a proliferação de moscas, baratas e roedores.

Refere igualmente que a presença destas estruturas nas bermas das estradas pode comprometer a segurança rodoviária, devido à possibilidade de fuga de animais, além de contribuir para a degradação da paisagem e para um ambiente considerado insalubre.

A FUNDAMENTAL-SA recorda que a Assembleia Municipal da Ribeira Grande aprovou, por unanimidade, a deslocalização das pocilgas de Boca-de-Pinhão, por entender que aquela zona constitui uma das principais portas de entrada da cidade e que esta atividade prejudica a sua imagem.

Na altura, foi apontada a zona de Ribeira de Barbasco como alternativa para a instalação dos criadores de suínos.

Expresso das Ilhas // Redação Tiver

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