Mais de 170 mil pessoas sofreram problemas respiratórios no último mês na Indonésia, em zonas afetadas pelos incêndios que têm devastado várias regiões do arquipélago, avançou hoje uma responsável do Ministério da Saúde.
A Indonésia enfrenta, há várias semanas, incêndios florestais difíceis de controlar, apesar do significativo contingente de recursos mobilizados.
A queima de florestas e turfas nas ilhas de Sumatra e Bornéu (Kalimantan) cobriu várias regiões com uma nuvem espessa de poluição (neblina transfronteiriça), afetando também países vizinhos como a Malásia e Singapura.
Mais de 12,5 milhões de pessoas foram diretamente expostas a esta atmosfera poluída, sendo que as crianças representam cerca de 20% dos pacientes afetados.
Paralelamente, a erupção do vulcão Anak Krakatau libertou grandes nuvens de cinzas, o que obrigou ao encerramento temporário de vários aeroportos do país e afetou diretamente o tráfego aéreo de entre 170 mil e 270 mil passageiros.
Perante a fraca qualidade do ar, o Governo decidiu, no final do mês passado, encerrar escolas de várias zonas, obrigando mais de meio milhão de alunos a estudar em casa.
Para tentar mitigar os efeitos da poluição e tratar os doentes, as autoridades locais mobilizaram quase 1.900 profissionais de saúde, distribuíram cerca de um milhão de máscaras de proteção e enviaram centenas de concentradores de oxigénio para as comunidades mais isoladas pelo fumo.
O Governo indonésio garantiu que “tudo está a ser feito” para extinguir os incêndios florestais e em zonas rurais através de lançamentos de água, medidas de proteção da população e redução do impacto do fumo.
A Malásia também iniciou na segunda-feira operações de semeadura de nuvens (libertação de químicos para provocar chuva) em três estados do sul para “garantir a continuidade do abastecimento de água e a sustentabilidade” e “lidar com episódios de nevoeiro tóxico”, anunciou o Serviço Meteorológico malaio.
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