IRÃO ACUSA NETANYAHU DE USAR ONU PARA “JUSTIFICAR GUERRA E AGRESSÃO”

O Irão acusou hoje o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de ter usado a Assembleia Geral da ONU para “justificar a guerra e a agressão” e disse que a História o vai julgar “pelos crimes”.

“Netanyahu, o criminoso, compareceu na Assembleia Geral para transformar a tribuna deste organismo internacional numa plataforma para justificar a guerra e a agressão”, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.

Kazem Qaribabadi considerou a saída de 77 delegações da Assembleia Geral durante a intervenção de Netanyahu na quinta-feira, em Nova Iorque, “extremamente eloquente, muito mais do que qualquer discurso”.

“O mundo não se deixa enganar por narrativas fabricadas”, comentou Qaribabadi numa mensagem nas redes sociais, citada pela agência espanhola EuropaPress, referindo-se à saída de delegados antes de Netanyahu iniciar o discurso.

“A História julgará os crimes, a ocupação e a agressão, não as manobras publicitárias em Nova Iorque”, acrescentou.

Netanyahu classificou de “cobardes morais” os que abandonaram a sala antes de começar a falar e rejeitou as acusações de genocídio na ofensiva em Gaza, que descreveu como “a maior mentira do século”.

Disse orgulhar-se das ações militares de Israel desde os ataques que sofreu em 07 de outubro de 2023, liderados pelo grupo Hamas, considerado terrorista pela União Europeia e pelos Estados Unidos.

“O Hamas, o Hezbollah, os huthis, o Irão, as milícias no Iraque, as milícias na Síria, os terroristas palestinianos na Cisjordânia, todos se levantaram e lutaram para nos apagar da face da terra”, disse em Nova Iorque.

“Mas não o conseguiram, porque em vez de nos desmoronarmos, o que fizemos foi atacá-los com os nossos grandes amigos norte-americanos”, afirmou.

O chefe do Governo israelita também reivindicou a presença do “povo judeu” nos Territórios Palestinianos Ocupados e nos Montes Golã sírios, ocupados por Israel.

Netanyahu atacou ainda a “ditadura assassina” no Irão e assinalou que a decisão de “arrasar as instalações nucleares” da República Islâmica foi “uma das mais fáceis” que tomou como primeiro-ministro.

“Talvez não dentro de muito tempo, o povo iraniano será livre. O regime assassino será derrubado pela corrupção, pelos crimes, pela crueldade. Este regime maligno cairá e todos o celebraremos”, disse Netanyahu nas Nações Unidas.

Fonte: Notícias ao MInuto

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