O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou hoje o que designou “bloqueio total” da Cisjordânia ocupada após um ataque armado que fez cinco feridos, a poucos dias das eleições legislativas de 27 de outubro em Israel.
Foi evitado um “ataque de grande escala”, disse o primeiro-ministro através de um comunicado governamental, informando que ordenou o bloqueio imediato da cidade de Hebron — nas proximidades da qual ocorreu o ataque — bem como um “bloqueio total” da Cisjordânia ao longo de todo o dia.
Na mesma altura, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu o “desmantelamento” da Autoridade Palestiniana, em resposta ao ataque na Cisjordânia ocupada que fez vários feridos.
O exército israelita anunciou hoje ter matado dois cidadãos palestinianos após um ataque com uma arma automática no sul da Cisjordânia ocupada, que fez cinco feridos, segundo as equipas de socorro de Israel.
Desde o ataque do Hamas contra Israel, a 07 de outubro de 2023 e que desencadeou a guerra em Gaza, a violência agravou-se na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967.
Pelo menos 1.113 palestinianos foram mortos na região desde outubro de 2023, a maioria por soldados israelitas, segundo o balanço elaborado pela agência France-Presse (AFP) baseado em dados do Ministério da Saúde palestiniano.
As Nações Unidas registaram que 37 pessoas foram mortas por colonos israelitas.
Segundo os números divulgados por Israel, pelo menos 49 cidadãos israelitas foram mortos no mesmo período, a maioria em ataques levados a cabo por palestinianos, mas também durante operações militares.
Notícias ao Minuto