O presidente da Plataforma das Comunidades Africanas disse hoje que Cabo Verde tem se afirmado como “um país de acolhimento”, criando condições favoráveis para a inclusão social e a integração das diferentes comunidades africanas residentes no arquipélago.
José Viana, que falava à Inforpress no âmbito da comemoração do Dia da África, que se assinala hoje, 25 de Maio, sob o lema “África em Movimento: Migração, Integração e Desenvolvimento”, acrescentou ainda que a comunidade africana residente em Cabo Verde é “bem acolhida” no país, destacando o ambiente de convivência, integração e união entre os povos africanos.
Segundo a mesma fonte, em Cabo Verde, as diferenças étnicas e tribais existentes em alguns países africanos não se reflectem na convivência diária entre os cidadãos estrangeiros residentes no país.
“Aqui percebemos uma convivência sã entre as pessoas, baseada no respeito, na humanização e na solidariedade”, disse.
De acordo com o presidente da Plataforma das Comunidades Africanas, esta convivência positiva contribui para o desenvolvimento global do continente africano, considerando que os cidadãos africanos residentes em Cabo Verde acabam por se tornar “embaixadores da África”, levando consigo experiências de boas práticas e integração.
Entre os principais desafios enfrentados pelas comunidades africanas, apontou questões ligadas à integração social, inclusão, igualdade de oportunidades e defesa dos direitos humanos e humanitários.
Apesar disso, considerou que “muitos desses desafios têm sido ultrapassados graças ao bom trabalho desenvolvido e às boas relações de convivência existentes no país”.
No âmbito das celebrações do Dia de África, aquele responsável defendeu ainda a necessidade de valorizar “a resistência dos povos africanos, a riqueza das culturas e a força da identidade africana”, reforçando a esperança de “um continente cada vez mais unido, solidário e desenvolvido”.
Aquele responsável destacou ainda que Cabo Verde, pela sua tradição de mobilidade humana e diáspora, compreende a dor da distância, o valor do acolhimento e a importância da dignidade para aqueles que vivem fora dos seus países de origem.
“As pessoas que vivem aqui sentem-se bem acolhidas, ao ponto de se sentirem nas suas próprias terras”, concluiu.
Em 1972, a Organização das Nações Unidas estabeleceu o dia 25 de Maio como o Dia de África ou o Dia da Libertação da África.
Este dia recorda a luta pela independência do continente africano, contra a colonização europeia e contra o regime do Apartheid, assim como simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre.
A data é celebrada em vários países de África, um continente com maior número de países, etnias, povos e línguas e adversidades culturais.
A África apresenta 30.230.000 km² de extensão territorial, distribuídos em 54 países, sendo a Nigéria o mais populoso.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver