O ministro da Administração Interna, Carlos Sena Teixeira, afirmou hoje que o Governo está a trabalhar o Plano Nacional de Segurança Interna e Cidadania, uma estratégia centrada na prevenção e nas pessoas, para combater a criminalidade.
As declarações foram feitas à imprensa no âmbito de um conjunto de visitas que efectou na manhã de hoje aos órgãos e serviços centrais da Polícia Nacional, na Praia, com o objectivo de inteirar-se do funcionamento destas instituições policiais.
Segundo o governante, a deslocação permitiu constatar que os serviços estão a funcionar bem, reconhecendo, entretanto, que há sempre espaço para melhorar.
“Estamos a recolher informações para identificar onde podemos intervir e dar mais meios à Polícia Nacional no combate ao crime”, afirmou.
O governante afirmou que a segurança é um sector que exige elevados investimentos, sublinhando que os recursos disponíveis são, por natureza, insuficientes face às necessidades.
Neste sentido, avançou que o Governo está a identificar as principais necessidades da Polícia Nacional, com vista a reforçar a sua capacidade operacional no combate à criminalidade, acrescentando que as futuras intervenções serão orientadas pelo Plano Nacional de Segurança Interna e Cidadania.
“Não vamos navegar à vista. Estamos a trabalhar no plano e é com base nele que vamos actuar”, declarou, tendo assegurado que a estratégia do executivo irá privilegiar uma abordagem preventiva, colocando as pessoas no centro das políticas de segurança.
“A nossa visão é recentrar a acção nas pessoas. O combate ao crime tem de passar pela prevenção, pela recuperação e só depois pela repressão. Nesta última dimensão, a Polícia Nacional é essencial”, disse.
O ministro defendeu ainda que a redução da criminalidade exige o envolvimento de toda a sociedade, desde instituições públicas à sociedade civil e aos órgãos de comunicação social.
Conforme explicou, o Plano Nacional de Segurança Interna e Cidadania será coordenado pelo Ministério da Administração Interna, mas contará com a participação de todos os ministérios, serviços públicos e parceiros nacionais e internacionais, de forma a responder aos novos desafios da segurança no país.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver