O presidente da Comissão Política Regional do PAICV no Maio defendeu hoje que o debate sobre o desenvolvimento da ilha deve centrar-se nos resultados dos investimentos realizados, apontando a água, os transportes e o emprego como prioridades.
Em comunicado dirigido aos maienses, em resposta às recentes declarações do coordenador do MpD no Maio, rejeitando o abandono do sector primário, Alcides Martins reconheceu a existência de investimentos na ilha, mas questionou os seus efeitos concretos na vida da população.
“O desenvolvimento mede-se pelo que acontece depois”, afirmou, questionando se a água chega aos agricultores, se o pescado é transformado e comercializado, se a produção chega aos mercados e se empresas e jovens encontram condições para desenvolver as suas actividades.
Sobre a agricultura, o dirigente do PAICV questionou os resultados do programa de mobilização de água, defendendo que os anúncios devem ser acompanhados por resultados concretos para agricultores e criadores de gado.
Relativamente aos transportes, considerou que o investimento nas infra-estruturas portuárias deve traduzir-se em melhores ligações e maior previsibilidade, argumentando que a falta de conectividade condiciona a actividade económica, a circulação de pessoas e o turismo.
Alcides Martins destacou ainda o programa “Maio Transforma”, considerando que a iniciativa pode representar uma nova fase de intervenção na ilha, com aposta na produção, empreendedorismo, inovação e digitalização.
O dirigente apelou à oposição para exercer uma fiscalização “exigente” e apresentar alternativas, defendendo que o desenvolvimento do Maio deve estar acima das disputas partidárias.
“Que critique, mas apontando outros caminhos. Que diga, façam e façam bem. Prometam e entreguem mais. Executem bem, fiscalizaremos e que a ilha ganha”, afirmou.
As declarações surgem depois de o coordenador do MpD no Maio ter rejeitado a ideia de abandono do sector primário e defendido que os investimentos realizados durante a anterior governação criaram bases para o desenvolvimento económico da ilha.
Inforpress // Redação Tiver