ME DESAFIA NOVA EQUIPA DA FICASE A TRANSFORMAR E MELHORAR RESPOSTAS ÀS NECESSIDADES DO PAÍS 

O ministro da Educação, Arnaldo Brito, desafiou hoje a nova equipa da Ficase a “mudar, transformar e melhorar” a instituição, alinhando a sua actuação com as profundas mudanças que o Governo pretende introduzir no sistema educativo cabo-verdiano.

Segundo o governante, a nova equipa da Fundação Cabo-verdiana de Acção Social Escolar (Ficase) tem pela frente o desafio de qualificar as respostas da instituição e reforçar o seu papel na transformação do sistema educativo.

“A nova equipa está desafiada a mudar, a transformar, a melhorar, para que, de facto, a Ficase se qualifique nas respostas que tem que dar ao país”, afirmou o ministro, que pediu uma actuação mais ajustada às necessidades das crianças, adolescentes e jovens.

O ministro da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação fez estas considerações à imprensa à margem do acto de tomada de posse do novo conselho de administração da Ficase, a que presidiu hoje na cidade da Praia.

Segundo ele, a mudança pretendida para a Ficase deve estar articulada com as “profundas mudanças” que se pretende operar no sistema educativo, particularmente nos níveis básico e secundário, mas também no ensino superior.

Para o governante, Cabo Verde precisa de um sistema educativo “mais relevante”, capaz de preparar efectivamente as crianças para a vida adulta e contribuir para a formação de cidadãos com novos saberes, competências e capacidades.

“A escola que nós temos hoje é muito limitada”, considerou, criticando um modelo excessivamente centrado na transmissão de conteúdos, memorização e reprodução de conhecimentos através das provas.

Na sua perspectiva, a educação deve ser entendida num sentido mais amplo, promovendo o desenvolvimento integral das crianças e aproximando a escola da realidade e do mundo do trabalho.

Neste quadro, defendeu uma maior integração das escolas nas comunidades e das comunidades nas escolas, considerando que a Ficase desempenha “um papel determinante”, sobretudo no apoio às famílias com maiores dificuldades económicas.

O ministro apontou, entre outras áreas, os problemas relacionados com a alimentação, transporte e aquisição de materiais didáticos, destacando o contributo da Ficase na disponibilização de transporte escolar, manuais, mochilas e alimentação.

“A Ficase tem um papel extraordinário”, afirmou, aproveitando para agradecer aos parceiros que têm contribuído para que a instituição continue a apoiar “aqueles que mais precisam” e a participar na transformação do país.

O governante avançou ainda que o Governo está empenhado numa experiência-piloto de alargamento do horário escolar, envolvendo os ministérios da Família, Administração Interna e Educação, com escolas da Praia, Sal e Boa Vista.

A iniciativa pretende manter as crianças nas escolas durante todo o dia, não apenas para aulas, mas também para actividades de leitura, desporto, música, dança, teatro, pintura e estudo, aproveitando igualmente espaços disponibilizados pelas câmaras municipais, empresas e outros parceiros.

Segundo o ministro, esta abordagem permitirá avançar para uma educação integral, alargando a visão do currículo para além do ensino tradicional.

“Não se pode garantir a educação com crianças, adolescentes e jovens sentados entre quatro paredes a ouvir aulas”, sustentou, advogando uma escola “mais ligada à vida real cabo-verdiana” e capaz de formar cidadãos preparados para contribuir para o progresso nacional e o bem-estar comum.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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