A ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Eveline Ramos, pediu hoje, na cidade da Praia, que o INIDA aproxime a investigação científica dos agricultores para responder aos desafios da produção e da segurança alimentar em Cabo Verde.
O apelo foi formulado durante a cerimónia de tomada de posse dos novos membros da direcção do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA), Carla Tavares, que assume a presidência do Conselho Directivo, e Isildo Gomes, empossado como vogal executivo.
Na ocasião, a governante apontou a escassez de água, a irregularidade das chuvas, a degradação dos solos e as alterações climáticas entre outros desafios que exigem respostas inovadoras, associando a investigação ao reforço da segurança alimentar e nutricional.
Para mitigar estes constrangimentos, Eveline Ramos indicou a necessidade de identificar culturas adaptadas às condições agroclimáticas do país, promover técnicas eficientes de utilização de água, melhorar a fertilidade dos solos, reforçar a sanidade vegetal e animal e valorizar os recursos genéticos no país
A ministra sublinhou ainda a urgência de consolidar pontes de cooperação entre investigadores, técnicos de extensão rural, universidades, municípios, organizações de agricultores e produtores, garantindo que o conhecimento gerado nos laboratórios se traduza em ganhos práticos no terreno.
“A investigação só cumpre plenamente a sua missão quando o conhecimento produzido chega ao campo e melhora a vida das pessoas”, frisou Eveline Ramos.
A governante manifestou a expectativa de que este novo ciclo seja pautado pelo incremento da capacidade científica do INIDA, pela valorização do capital humano, pela modernização das infra-estruturas e equipamentos técnicos, bem como pelo reforço das parcerias estratégicas, tanto a nível nacional como internacional.
Assegurou a disponibilidade da tutela para trabalhar na criação de condições que permitam ao instituto desenvolver plenamente as suas actividades, no quadro das prioridades nacionais para o desenvolvimento agrário, a resiliência climática e a segurança alimentar e nutricional.
A governante exortou os novos dirigentes a tornarem o INIDA uma instituição mais próxima dos agricultores, aberta à inovação, colaborativa e orientada para os desafios do desenvolvimento rural.
Inforpress // Redação Tiver