Cabo Verde precisa encontrar “novas formas de financiamento para o setor da saúde”, face à redução do financiamento externo e ao aumento dos custos, declarou hoje à imprensa o ministro da Saúde, Lúcio Fernandes.
À margem de um workshop sobre financiamento inovador do desenvolvimento e planeamento orçamental para o sector da saúde, realizado na cidade da Praia, para a apresentação de um estudo sobre alternativas de financiamento para o sector.
Segundo Lúcio Fernandes, a passagem de Cabo Verde à categoria de país de desenvolvimento médio fez com que o arquipélago deixasse de ter acesso a alguns financiamentos, situação que deverá agravar-se com a redução progressiva do apoio do Fundo Global nos próximos anos.
Entre as primeiras medidas apontadas pelo ministro está uma melhor gestão dos recursos actualmente disponíveis, através da redução de desperdícios e perdas no Sistema Nacional de Saúde (SNS).
Como exemplo, referiu as perdas de medicamentos por ultrapassarem o prazo de validade e situações em que medicamentos disponíveis numa ilha nãochegam a outras ilhas onde são necessários.
O ministro frisou a digitalização do sistema nacional de saúde como uma medida para gerar poupanças, através da partilha de dados clínicos e resultados de exames entre as diferentes estruturas de saúde.
Questionado sobre a sustentabilidade da política de gratuitidade dos cuidados de saúde nas estruturas públicas, o governante garantiu que o Governo tem capacidade para assegurar as medidas previstas no Orçamento do Estado.
Expressos das Ilhas // Redação Tiver