NEGOCIAÇÕES COM ISRAEL SÓ TRARÃO “VERGONHA E HUMILHAÇÃO”

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, criticou as negociações diretas entre o Líbano e Israel, que começam hoje em Roma, argumentando que representam a “vergonha e humilhação” do povo libanês.

num discurso televisivo durante uma cerimónia no seu partido, Qassem disse que o Presidente libanês, Joseph Aoun, “não agiu como árbitro ou unificador, mas se tornou parcial e divisor, o que é incompatível com o seu papel e com a força do Líbano”.

Qassem enfatizou ainda a responsabilidade dos Estados Unidos, que sob sua “supervisão e aprovação” foi realizada a “destruição sistemática” do sul do Líbano.

Dirigiu palavras de apoio e reconhecimento ao povo libanês pelos sacrifícios que fizeram ao enfrentar os ataques israelitas.

Qassem afirmou que o Governo libanês “não tem mais nada para oferecer depois de entregar tudo de graça” e que Aoun é um “aliado de Israel”.

O líder do Hezbollah afirmou hoje também que está aberto a um “encontro público” com o novo Governo da Síria, algo inédito para o seu partido, que se comprometeu a apoiar o ex-presidente sírio deposto Bashar al-Assad.

Estas declarações surgem depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter apelado à intervenção de Damasco contra o grupo xiita libanês, entretanto, o Presidente sírio, Ahmad al-Charaa, declarou que se recusava a intervir militarmente no Líbano.

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