O presidente do Observatório Nacional de Tráfico de Pessoas (ONTP), José Luiz Vaz, afirmou hoje, na Praia, que a instituição pretende estar mais próxima das comunidades para garantir a identificação precoce de eventuais casos de tráfico humano.
O responsável falava à imprensa à margem da assinatura de um protocolo de cooperação com a Plataforma das Comunidades Africanas Residentes em Cabo Verde, focado em reforçar a participação da sociedade civil e dos migrantes na prevenção e combate a este fenómeno.
“Sabemos que a imigração não significa por si só tráfico de pessoas, mas pretendemos reforçar a rede de protecção das vítimas que estão em situação de vulnerabilidade por falta de informação, documentação ou dependência”, afirmou José Luiz Vaz.
O acordo prevê a capacitação de elementos das próprias comunidades migrantes para reconhecerem sinais de risco e facilitarem o acesso a informação fidedigna, servindo de ponte de confiança entre as autoridades e os cidadãos estrangeiros no arquipélago.
Questionado sobre dados estatísticos do fenómeno no arquipélago, José Luiz Vaz reconheceu a existência de uma “subnotificação de dados” no país, ressalvando a urgência de consolidar o sistema nacional de informação.
O acordo agora assinado contempla um plano de acção conjunto, do ONTP e da Plataforma das Comunidades Africana, com medidas práticas para os próximos 12 meses.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver