A proposta de lei que aprova o Orçamento Rectificativo do Orçamento do Estado para o ano económico de 2026 foi aprovada na especialidade esta quinta-feira, 30, na Assembleia Nacional, com 37 votos favoráveis do PAICV, 30 votos contra do MpD e duas abstenções da UCID.
Em nome do PAICV, Rosa Rocha considerou que o documento permitirá ao Executivo prosseguir a implementação do seu programa.
A deputada responsabilizou o anterior Governo do MpD pelo aumento das despesas e acusou-o de ter alterado o orçamento antes de cessar funções e que o actual Executivo apenas está a assumir compromissos herdados.
Nas declarações de voto, o deputado do MpD, Celso Ribeiro, contestou a credibilidade do orçamento, afirmando que o documento não esclarece a origem do aumento superior a oito mil milhões de escudos.
O parlamentar acusou ainda o Executivo de apresentar programas sem o devido enquadramento financeiro e rejeitou a ideia de que o orçamento reduz a despesa pública.
Pela UCID, João Santos Luís explicou que a abstenção não representa um apoio ao PAICV, mas sim ao Estado.
O deputado criticou, contudo, a ausência de verbas destinadas às vítimas da tempestade Erin, que atingiu São Vicente, Santo Antão e São Nicolau em Agosto de 2025 e rejeitou a ideia de que o orçamento represente uma redução da despesa pública.
Inforpress // Redação Tiver