PALUDISMO: MS ALERTA PARA VIGILÂNCIA APESAR DA AUSÊNCIA DE CASOS

O ministro da Saúde afirmou hoje que Cabo Verde “não registou nenhum caso de paludismo autóctone” durante o primeiro trimestre, sublinhando que o país deve manter uma vigilância permanente para preservar o estatuto de nação livre da doença.

Jorge Figueiredo falava no âmbito das comemorações do Dia Mundial de Luta contra o Paludismo e destacou que “o resultado é encorajador”, mas advertiu que não há margem para complacência, tendo em conta os riscos associados à mobilidade internacional, às alterações climáticas e à vulnerabilidade ambiental.

O governante fez estas considerações na abertura de uma mesa-redonda subordinada ao tema “Vulnerabilidades e desafios na erradicação do paludismo – manter Cabo Verde livre, um compromisso de todos”, no âmbito das celebrações do Dia Mundial de Luta Contra o Paludismo, assinalado a 25 de Abril.

Segundo Jorge Figueiredo, a conquista do estatuto de país livre do paludismo, alcançada em 2024 com o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), representa não apenas uma vitória, mas também uma responsabilidade acrescida para o país. 

“Ganhámos esse estatuto e ganhámos o dever de o manter”, afirmou.

O ministro defendeu que a luta contra o paludismo deve ser assumida como uma responsabilidade multissectorial, envolvendo não só o Ministério da Saúde, mas também áreas como o ambiente, educação, transportes, turismo, autarquias e comunidades.

Nesse sentido, salientou a importância do controlo de focos de reprodução do mosquito, da vigilância epidemiológica, da monitorização dos portos e aeroportos e da actuação coordenada entre instituições públicas e parceiros internacionais.

Jorge Figueiredo destacou ainda o papel do Instituto Nacional de Saúde Pública na vigilância e resposta rápida, bem como o contributo da OMS e de técnicos nacionais na consolidação dos ganhos alcançados.

O governante reforçou que a manutenção de Cabo Verde livre do paludismo exige trabalho contínuo.

A iniciativa enquadra-se no lema global deste ano, “Motivados para acabar com o paludismo: agora podemos. Agora devemos”, e pretende mobilizar os diferentes actores para a consolidação dos ganhos alcançados por Cabo Verde, que, em Janeiro de 2024, foi certificado pela Organização Mundial da Saúde como país livre do paludismo.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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