A ex-ministra da Justiça Joana Rosa confirmou hoje a sua candidatura à Presidência da República nas eleições de Novembro, justificando a decisão com a necessidade de o país ter um chefe de Estado moderador e conciliador.
Em declarações à Inforpress, a candidata explicou que a decisão resulta de um longo período de reflexão, motivado pelos sucessivos apelos de cidadãos que consideram que reúne o perfil adequado para exercer a magistratura de influência.
“Há muito tempo que tenho sido abordada por muitas pessoas que acham que tenho perfil para apresentar uma candidatura presidencial. Como a candidatura presidencial é pessoal, levei muito tempo a ponderar esta candidatura”, afirmou.
Joana Rosa justificou a sua decisão com a necessidade de o país dispor de um Presidente da República que funcione como um “equilibrador do sistema”, desempenhando um papel de árbitro do sistema democrático, garantindo o bom funcionamento das instituições e mantendo-se próximo dos cabo-verdianos no país e na diáspora.
“Então pensando nisso, e com este movimento à volta da minha candidatura decidi avançar a candidatura”, confirmou, manifestando a ambição de se tornar a primeira mulher chefe de Estado de Cabo Verde.
“Quero ser a primeira mulher Presidente da República de Cabo Verde, mostrar verdadeiramente aquilo que já mostrei, uma mulher de garra, que trabalha e que apresenta resultados”, declarou.
Para sustentar a sua candidatura, Joana Rosa apontou os seus cerca de 20 anos de actividade parlamentar – onde exerceu funções como líder da bancada do MpD, presidente da Primeira Comissão Especializada da Assembleia Nacional e vice-presidente da Comissão Paritária para a Revisão Constitucional de 2010 -, além de dois mandatos como presidente da Assembleia Municipal do Maio e os cinco anos recentes à frente do Ministério da Justiça.
A candidata defendeu ainda que o actual xadrez político nacional exige uma figura capaz de assegurar maior equilíbrio institucional.
“Hoje temos um sistema em que as câmaras municipais estão maioritariamente na mão de um partido, temos o Governo também na mão do mesmo partido e temos um Presidente da República da mesma sensibilidade, então penso que o país precisa de equilíbrio”, argumentou.
Para Joana Rosa uma candidatura presidencial deve mobilizar toda a sociedade cabo-verdiana, no país e na diáspora, e prometeu ser um Presidente que “verdadeiramente ajuda” no processo de desenvolvimento do país dentro dos poderes que a Constituição da República dá.
Questionada sobre se o eleitorado cabo-verdiano está preparado para eleger uma mulher para o cargo máximo da nação, Joana Rosa afirmou convictamente que a evolução da sociedade em matéria de igualdade de género demonstra a maturidade do país para este passo.
Conforme adiantou Joana Rosa, o anúncio formal da sua candidatura às eleições presidenciais, marcadas para 15 de Novembro, deverá ser feito brevemente.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver