A presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima, defendeu hoje, na Praia, o reforço das infraestruturas laboratoriais e da formação especializada para aumentar a capacidade nacional de realização de análises toxicológicas.
A responsável fez estas declarações à imprensa à margem da abertura da formação especializada sobre avaliação de riscos toxicológicos e contaminantes, uma acção que decorre durante dois dias na sede da instituição com o propósito de capacitar os profissionais envolvidos na segurança alimentar e na protecção da saúde pública.
Segundo Maria da Luz Lima, Cabo Verde dispõe actualmente de laboratórios públicos e privados com capacidade instalada para realizar análises – incluindo o INSP, a Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS), unidades privadas e a Polícia Judiciária (esta última focada no rastreio de drogas e álcool) -, mas considerou premente ampliar e modernizar esta rede.
“Precisamos de mais laboratórios de toxicologia em Cabo Verde e esta cooperação com as Canárias visa precisamente reforçar as capacidades nacionais na determinação de contaminantes alimentares”, afirmou a presidente do INSP, detalhando que a parceria foca-se na identificação de perigos nos alimentos de consumo diário.
A formação é co-organizada pelo INSP em parceria com a Direcção-Geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária, o Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) e a Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS).
O evento reúne técnicos de laboratórios, académicos e profissionais dos sectores da saúde humana, veterinária, pescas e da vigilância sanitária.
A iniciativa integra o plano de actividades do Projecto ALSEMAC, um programa financiado pela União Europeia que junta parceiros da Macaronésia (Canárias, Madeira, Açores e Cabo Verde) e de países da África Ocidental, designadamente o Gana e a Costa do Marfim.
Com esta capacitação, a organização espera dotar o país de melhores ferramentas para a monitorização de perigos alimentares, promoção de práticas agrícolas sustentáveis e avaliação rigorosa dos riscos associados à ingestão de contaminantes.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver