REUNIÃO DA ANOC REGRESSA A ÁFRICA COM CABO VERDE NO CENTRO DAS DECISÕES DO OLIMPISMO MUNDIAL

A ilha do Sal serve de palco hoje à reunião da Comissão Executiva da Associação de Comités Olímpicos Nacionais (ANOC), evento que reúne as cimeiras do olimpismo mundial e marca o regresso ao solo africano após 15 anos.

O encontro, que decorre na sala de conferências de uma das unidades hoteleiras da cidade de Santa Maria, é visto pelas autoridades nacionais e desportivas como um “momento de afirmação” da capacidade organizativa de Cabo Verde e uma oportunidade de reforçar a diplomacia desportiva do arquipélago.

Em declarações à imprensa, a presidente do Comité Olímpico Cabo-verdiano (COC), Filomena Fortes, que se estreia como membro deste comité executivo, sublinhou que o acolhimento destas altas entidades visa “inclusivar” o desporto nacional no contexto internacional e mostrar que o país tem condições para receber grandes eventos.

“É um cartão de visita. Quis mostrar que Cabo Verde está na boca do mundo e que temos condições para receber qualquer evento desta natureza. Temos cá presidentes de todos os continentes que organizam as suas assembleias e competições, e não vejo por que não trazer essas competições para Cabo Verde”, afirmou Filomena Fortes.

Por seu lado, o presidente da ANOC, Robin Mitchell, explicou que a agenda de trabalhos na ilha do Sal foca-se na actualização dos membros sobre as novas directrizes da organização e, sobretudo, no financiamento através da Solidariedade Olímpica.

“Normalmente circulamos entre os cinco continentes. Desta vez foi a vez da África e o presidente africano decidiu vir aqui, referiu Mitchell, realçando o potencial do país para atrair o chamado “turismo desportivo”.

Presente na abertura do evento, o ministro Adjunto do Primeiro-Ministro para o Desporto, Carlos Monteiro, considerou que este encontro representa a “confiança crescente” que os organismos internacionais depositam em Cabo Verde, fruto de um percurso que teve um marco importante com os Jogos Africanos de Praia em 2019.

“Representa o reconhecimento de que Cabo Verde é um país do desporto, que consegue organizar eventos com qualidade e fornecer os ingredientes necessários para reuniões frutíferas”, pontuou o governante.

Carlos Monteiro defendeu ainda que este posicionamento deve traduzir-se, no futuro, numa participação “mais robusta” dos atletas cabo-verdianos nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, através de uma maior atenção e “discriminação positiva” para com os pequenos Estados insulares.

A Comissão Executiva da ANOC é um dos órgãos “mais relevantes” de decisão do movimento olímpico a nível mundial, sendo responsável pela articulação entre os 206 Comités Olímpicos Nacionais e a definição de estratégias globais para o desporto.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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