RÚSSIA ATUALIZA BAIXAS EM MAKIIVKA PARA 89 SOLDADOS

A Rússia admitiu esta quarta-feira que 89 soldados terão morrido no bombardeamento a Makiivka. O ataque, na véspera de Ano Novo, a um prédio da cidade onde estavam estacionadas tropas russas foi o maior realizado pela Ucrânia desde o início da guerra.

Já esta segunda-feira, o ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu, tinha prestado uma rara declaração a reconhecer 63 baixas entre as tropas russas. Kiev mantém, no entanto, a versão de que são centenas. 

Agora, com os números a aumentar, mesmo na versão do Kremlin, o presidente Volodymyr Zelenskyy alerta os ucranianos para uma provável contraofensiva de Moscovo.

“Não há dúvida de que os atuais senhores da Rússia vão atacar com tudo o que lhes resta e todos os que puderem reunir para inverter o curso da guerra. Temos de por termo a esse cenário e estamos a preparar-nos para ele. Os terroristas devem perder, qualquer tentativa de ofensiva que lancem deve falhar”, afirmou o chefe de Estado ucraniano no mais recente vídeo noturno.

Andrii Cherniak, porta-voz do departamento de Serviços Secretos do ministério ucraniano da Defesa, afirma que a Rússia está a planear operações ofensivas já no início do ano. De acordo com as previsões, os ataques podem ocorrer em simultâneo vindos de duas frentes, a norte e a este.

Na Ucrânia, a região parcialmente ocupada de Donetsk voltou a estar na mira dos mísseis russos, com ataques registados em Kramatorsk e Druzhkivka, onde um pavilhão de gelo foi atingido. As autoridades ucranianas reclamam que o espaço estava a ser usado para guardar ajuda humanitária.

Já na guerra para conquistar a opinião pública, o presidente Vladimir Putin instruiu o governo russo a garantir, até fevereiro, a transmissão de documentários sobre a ofensiva russa na Ucrânia e a luta contra a ideologia “neo-nazi” nos cinemas de todo o país.

Fonte: Euronews

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