O jovem Michelson de Pina, da Ribeira da Barca, onde o mar dita o ritmo da vida e sustenta gerações, encontrou na venda de peixe um meio de sobrevivência e um caminho de dignidade e realização pessoal.
Em declarações à Inforpress, o jovem contou que cresceu numa família profundamente ligada ao sector das pescas, em que o avô é pescador e a avó peixeira.
iniciou-se ainda cedo na atividade ao lado da avó, num processo natural de aprendizagem, que transformou uma simples ajuda numa profissão assumida com convicção.
Hoje, afirma que a venda de peixe é mais do que trabalho, sendo para ele uma expressão de identidade, construída com conhecimento, gosto e uma ligação forte às suas raízes.
Numa área tradicionalmente dominada por mulheres, Michelson afirma-se com confiança, destacando o reconhecimento e incentivo que sempre recebeu da comunidade, o que reforçou a sua motivação ao longo do tempo.
Determinado, garante que não pretende abandonar a atividade, sublinhando que dificilmente outro trabalho o faria deixar um ofício que lhe proporciona estabilidade e sentido de vida.
Segundo explicou, apesar dos desafios e das oscilações próprias do negócio, a venda de peixe permite-lhe manter uma vida tranquila, sustentada pelo esforço diário.
Com a experiência adquirida, defende que a persistência e a forma de lidar com as pessoas fazem a diferença num trabalho exigente, mas gratificante.
Num apelo direto aos jovens, incentiva-os a não ficarem à espera de oportunidades e a valorizarem qualquer trabalho honesto como ponto de partida para o futuro.
Para Michelson de Pina, o essencial é simples, mas firme, assente na ideia de que todo o trabalho é digno quando feito com empenho e responsabilidade.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver