A Plataforma das Organizações da Sociedade Civil de Cabo Verde quer garantir um modelo de financiamento claro e estável para o sector, visando manter a independência para elogiar ou sugerir melhorias às acções do Governo.
O anúncio foi feito pelo presidente da organização Felisberto Moreira que falava à imprensa após reunir-se com a presidente da Assembleia Nacional, Janira Hopffer Almada, a quem entregou as recomendações da organização, que está a preparar o seu plano estratégico com foco no diálogo institucional.
Para o responsável, a estabilidade financeira é fundamental para que as cerca de 400 organizações associadas continuem fortes e autónomas, defendendo que uma sociedade civil independente é capaz de apoiar a aplicação das políticas públicas, mas também de contribuir na fiscalização da sua implementação.
Reforçou, ainda, que o objectivo não é criar oposição, mas sim construir um diálogo construtivo para o desenvolvimento de Cabo Verde.
Questionado sobre como conciliar a autonomia de uma organização que depende do apoio do Estado, o presidente da Plataforma das ONG realçou que, neste momento, a nova equipa está a realizar um trabalho de fundo.
Este trabalho foca-se na actualização da base de dados dos associados e na elaboração de um plano estratégico nacional.
O documento final, segundo explicou, servirá de guia e estará alinhado com a visão estratégica de Cabo Verde.
No que se refere à actuação da plataforma para reforçar o direito da sociedade civil na entrega de petições e referendos, Felisberto Moreira apontou a ambição da organização em apresentar uma proposta no domínio do código eleitoral.
Inforpress // Redação Tiver